¿dequejeito?

Doce Salgado Retardado

Postado em 8 de janeiro de 2009

Hoje eu fui na padaria aqui perto de casa pra fazer um lanchinho. Na mesa ao meu lado sentou uma senhora que havia comprado um pão doce, daqueles com creme de baunilha e côco ralado em cima, e um monte de mortadela. A senhora abriu o pão doce e tacou a mortadela dentro, aí antes de dar a primeira bocanhada na invenção, falou alto: “Sempre quis fazer isso”.

Automaticamente lembrei do dia em que estava na minha casa, lá em Carazinho – RS, morto de fome e sem muita comida em casa. Na verdade, sem nenhuma comida em casa. Tudo que eu tinha em mãos era pão, catchup e açúcar. Então pensei “E por que não?”

Cacete, foi a coisa mais assombrante que eu já tentei comer. Uma fatia de pão, catchup espalhado nele e açúcar por cima de tudo. Fiquei traumatizado. Passei anos sem comer nada que continha esses três ingredientes.

Dez anos se passaram e, hoje em dia, eu peso 20 quilos a menos do que um homem da minha idade deveria pesar. Então, crianças… Para não se tornarem adultos subnutridos, comam muito pão, catchup e açúcar, por favor.

O Sonho Brasileiro

Postado em 6 de janeiro de 2009

A maioria das pessoas já é familiarizada com a expressão Sonho Americano, que significa, resumidamente, alcançar  a prosperidade. Aqui no Brasil contamos com o nosso próprio sonho, uma versão nacional do molde americano: O Sonho Brasileiro, que nada mais é do que ter a chance de passar a noite dentro de um supermercado.

Toda criança brasileira já vislumbrou a possibilidade de ser esquecida presa dentro de um supermercado, no entanto quase nenhuma conseguiu ou conseguirá realizar isso. Mas existem as exceções, e eu fui uma delas.

O dia que me esqueceram preso dentro de um supermercado
Na verdade foi uma noite, né.

Eu queria jantar mas estava sem comida em casa. Já era bem tarde então fui correndo para o mercado. Consegui chegar a tempo de pegar o mercado aberto. Enquanto efetuava minhas compras, fui notando que o mercado gradualmente se esvaziava ao mesmo tempo que o barulho peculiar dos carrinhos e caixas diminuia, até o momento em que ninguém mais estava lá dentro e o silêncio era quase total.

Por um tempo tive medo, me desesperei, não sabia o que fazer. Mas o desespero foi passando e o sonho de criança foi se tornando realidade diante dos meus olhos. Corri pelos corredores desertos, bebi sucos, comi doces, mexi em panelas e detergentes. Realizei todos as minhas vontades.

Lá pelas quatro horas da madrugada eu já estava exausto, então peguei alguns pacotes de salgadinhos e improvisei uma cama em um dos corredores do mercado. Não precisou muito tempo para que eu pegasse no sono em cima de 5kg de Doritos. Mas alguns minutos após dormir, fui brutalmente acordado por palmas. Era um funcionário do mercado.

— Acorda, vagabundo desgraçado! – dizia ele.

Meu cansaço fez com que eu não conseguisse pensar direito no que estava acontecendo. O funcionário, muito bravo, continuou:

— Tu não pode dormir aí…
— Mas… – tentei me desculpar.
— Muito menos consumir produtos dentro da loja.
— Mas…
— Me acompanhe até o caixa para efetuar o pagamento de tudo que tu consumiu. – e me pegou pelo braço, me levando em direção aos caixas.

A coisa era tão louca que eu desisti de tentar me explicar quando vi que eles haviam colocado uma menina num dos caixas só para me cobrar. E também não quis reclamar sobre o acontecido, pois tive consciência que estava realizando um sonho antigo que muita gente não tem chance de realizar. Paguei tudo com um sorriso na face.

Ao sair do estabelecimento, satisfeito com a  aventura, virei-me para olhar a fachada do mercado. Peguei meu celular e bati uma foto, a fim de ter uma última imagem daquela noite tão feliz.

(foto: Mário Machado)

Sou um vencedor.

Minha primeira teoria

Postado em 5 de janeiro de 2009

Após assistir a primeira parte do filme Zeitgeist, comecei a ler a Bíblia compulsivamente, atrás de relatos que provassem tudo que o filme dizia.

Para quem está por fora:
Esse trecho do filme narra como toda história bíblica, Jesus, deus, apóstolos e etc são na verdade parte de uma histórinha feita para explicar para as pessoas como a astrologia funciona (pra entender melhor, assistam o filme ou leiam isso). Aí alguém achou que a mitologia era verdade e vendeu isso como religião. Mas o que precisamos saber aqui é que Deus é uma representação do Sol. Quando a Bíblia diz que Deus vai nos dar colheita quer dizer que em certa época do ano o Sol estará mais propício para a agricultura.

Bom, olhando para uma roda do zodíaco ou céu noturno, vemos que a casa de Escorpião, fica na base. A base é a coisa mais próxima da terra. E, acima de tudo, sabemos que dia 31 de outubro é comemorado (no hemisfério norte) o Sabbath, que significa “A morte do sol” e é uma data regida pelo signo de Escorpião, obviamente.

Ontem li um trecho na Bíblia que dizia “Após a morte do Sol, seguirá o Inferno“. Pois bem. Na minha teoria isso significa que após a casa de escorpião, virá o inferno. Mas o que é inferno?

Em 1930 foi adicionada uma nova casa no zodíaco, chamada Ophiuchus, que significa “serpentário”.  Ela sempre esteve lá, mas precisou de 1930 anos dessa era para que os caras aceitassem oficialmente a sua presença. O serpentário pode ser a casa do inferno, afinal, na Bíblia a maldade do inferno é representada por uma serpente (no caso Adão e Eva).

Ok, então temos nossas 13 casas, 13 signos. O que significa que deveriamos ter, em um ano, 13 meses. Mas como? Pensa bem. Cada fase da lua dura exatamente 7 dias, nunca mais, nunca menos. A lua tem 4 fases, totalizando 28 dias (calendário Maia). Se tivessemos, em nosso calendário, 13 meses de 28 dias cada, ao final do ano teriamos 364 dias (Chupa, ano bissexto!!!).

Resumindo: O inferno não é um lugar para onde iremos se formos malvados, não é um lugar de sofrimento. O inferno é uma casa do zodíaco, um mês do ano, um signo, que ocorre na “escuridão”, ou seja, após a morte do sol.

No futuro ainda seremos babacas

Postado em 2 de janeiro de 2009

Hoje eu estava assistindo, no Animal Planet, um programa sobre os grandes felinos e constatei que todos os tigres (e demais grandes felinos) que apareciam no documentário possuiam um identificador de plástico preso à orelha. Sabe aqueles identificadores que os pesquisadores prendem nos animais pra ficar rastreando eles e tal? Então, um daqueles.

Isso me remeteu ao quanto o ser humano é babaca, ao ponto de ficar se metendo na vida de outros seres e, principalmente, na vida dos próprios seres humanos.

Peguemos o exemplo dos “ETs”.
Primeiramente, não são ETs. São seres humanos super-evoluídos que vieram do futuro. Eles são uma raça humana mais inteligente, centenas de milhares de anos à nossa frente, possuem a cabeça grande e boca pequena, pois são inteligente e não precisam ficar falando nem escrevendo em blogs para conseguir se expressar. Eles tem o domínio absoluto da tecnologia da viagem no espaço-tempo. Mas a evolução que eles atingiram não foi capaz de eliminar o principal aspecto humano: a babaquice.

Vejam bem, os caras têm uma nave que pode viajar no tempo (é  uma nave, que voa, por que se fosse terrestre eles poderiam voltar no tempo e acabar materializados dentro de uma montanha que existiu no passado, por isso que eles voam, são inteligentes). Aí o que essa raça de humanos super inteligentes faz? Eles voltam no tempo para descobrir como viviam os humanos no passado, pois no futuro não tem You Tube para se fazer esse tipo de pesquisa histórica.

Aí não basta nego super-evoluído viajar pro passado e ficar só olhando. Não! Ele tem que pegar um ser humano, levar pra dentro da nave e enfiar uma sonda no cu do cara. Por quê? Porque ele é um babaca. Um humano super-evoluído do futuro, mas ainda assim babaca.

Se do futuro eu fosse e cabeça grande com boca pequena eu tivesse, eu voltaria pra epóca de Jesus e enfiaria uma sonda nele. Seria demais. Aliás, já devem ter feito isso, só não apareceu na Bíblia, né. A igreja não quer essa publicidade.

O Nhoque da Fortuna

Postado em 1 de janeiro de 2009

Neste primeiro dia do ano acordei super cedo, a fim de ir comprar algumas batatas e sacar uma nota de R$ 100,00 no caixa eletrônico, afinal era o primeiro dia do ano, a data perfeita para se comer nhoque com uma nota de R$ 100,00 embaixo do prato.

Essa tradição surgiu na Polônia, por volta do século XII, quando os camponeses sacavam notas de R$100,00 nos caixas eletrônicos e as colocavam embaixo da asa de um pato para dar sorte e dinheiro durante o ano que estava nascendo. De lá para cá a tradição mudou um pouco. Os R$ 100,00 ainda são usados, mas o pato deu lugar ao nhoque.

Bom, voltando ao assunto. Acordei cedo e comprei as batatas, depois passei no banco para retirar a nota de R$ 100,00, mas o caixa eletrônico não estava para brincadeiras e cuspiu dez notas de R$ 10,00. Fiquei puto, claro, mas não desisti. Fiz outro saque e novamente o caixa eletrônico me decepcionou. Desta vez com cinco notas de R$ 20,00.

Não sei vocês, mas eu acho que a tecnologia só atravanca o progresso na nação. Se um ser humano me atendesse, ele iria entender que eu queria uma nota de R$ 100,00 e me daria isso. Assim a  tradição do Nhoque da Fortuna nunca seria quebrada.

Na terceira tentativa o caixa eletrônico cuspiu uma nota de R$ 50,00 , duas notas de R$ 20,00 e uma nota de R$ 10,00. E foi assim durante a manhã toda. Permaneci horas tentando sacar uma nota de R$100,00 mas quanto mais eu sacava mais parecia que o caixa eletrônico não queria me ajudar.

Até que lá pelo meio dia o milagre aconteceu: uma maravilhosa nota azul de R$ 100,00 saiu do caixa eletrônico, direto paras minhas mãos. Foi uma festa. A tradição seria respeitada mais uma vez.

nhoque-da-fortuna

Saí correndo do banco e fui pra casa carregando as batatas, a nota de cem e mais algumas centenas de notas menores. Cheguei em casa e a minha esposa me disse que o gás havia acabado, não poderiamos fazer o nhoque. Então pedimos uma pizza.

Foda-se a tradição. Eu já tô cheio de dinheiro mesmo.

O ano em que a Blogosfera acabou

Postado em 31 de dezembro de 2008

É chegado o fim do ano e com ele damos adeus a um dos termos mais escrotos já inventados pela internet: Interney Blogs A Blogosfera.

A partir de 2009 fundarei a Blogolândia, um lugar que não tem publicidade, que não tem rankings e, principalmente, não tem agências de publicidades formadas por blogueiros, um lugar onde os blogueiros terão empregos de verdade e ganharão mais do que 300 reais por mês.

Na Blogolândia veremos um grande diferencial ideológico perante a extinta Blogosfera. Na Blogolândia os blogs terão uma função pouco conhecida pelos jovens de hoje. Os blogs serão uma espécie de diário virtual onde os autores poderão contar tudo que acontece em suas vidas.

Em primeiro de janeiro deste novo ano, prometo escrever sobre coisas reais, sobre a minha vida e, acima de tudo, prometo tornar a Blogolândia um lugar bonito e cheio de alegria, longe da profissionalização dos blogs.

Se a Blogosfera é pólvora, a Blogolândia é fogo.

Lamentável.

Postado em 30 de dezembro de 2008

miskoto diz:
Me diz uns blogs bons aí pra ler.

karla diz:
Nada…  Ninguém mais sabe escrever… Nem fazer piadas.

miskoto diz:
Fracassados.

Momento Internet

Postado em 12 de dezembro de 2008

Ao longo dos anos, em minhas palestras sobre comportamento e educação na internet, inúmeras pessoas me encontram e fazem a mesma pergunta: “Devo eu entrar na internet?”.

A minha resposta é sempre a mesma:

httpv://www.youtube.com/watch?v=BdKXBGHl3gQ

O boom da internet

Postado em 11 de dezembro de 2008

Desde o dia em que inventei o termo “Post Pago” que a internet toda, enquanto blog, está encantada pela rotatividade monetária que minha idéia pode gerar. Por enquanto tudo não passa de teorias que voam de boca em boca por toda a internet, enquanto blog.

Aliás, esse termo “internet, enquanto blog” é um pouco estranho. Penso em começar a usar uma expressão que inventei ontem a noite, durante o banho: “Blogosfera”. Eu sei, eu sei, é um termo bem idiota, mas é o que tenho.

Muitos apoiam meu sistema, mas alguns autores de blogs (vamos chamar eles de “blogueiros”)  são do contra e enfatizam que receber dinheiro em troca de textos é vender a essência da liberdade de escrita que a internet proporciona.

Não quero promover uma guerra e, sinceramente, não imagino que o meu sistema “Post Pago” possa se transformar num monstro como dizem. Por exemplo, não acredito que as pessoas possam ser tão medíocres a ponto de usar uma idéia dessas para vender produtos ou serviços. Não imagino, por exemplo, o Rexona vindo me pagar 100 reais para que eu escreva sobre uma nova promoção do desodorante.

Todos sabemos que isso trata-se de publicidade, e publicidade não pode ser comparada com um post num blog. Publicidade custa muito mais caro. Não acredito que os blogueiros possam vir a receber tão pouco para fazer algo assim. Quem seria otário a esse ponto? Quer dizer, a não ser que o blogueiro more com a mãe e não precise pagar conta, né brother.

Com isso, estou seguro que o sistema que inventei funcionará perfeitamente e a “blogosfera” crescerá para todos os lados, exceto pra baixo. Ou pra dentro. Ou pra trás… Bom, melhor dizer que a internet crescerá apenas pra frente… Ou pra cima.

Ontem, no banho também, pensei em outra coisa: Um sistema onde os visitantes dos blogs possam comentar os textos do blog. Talvez tente implementar um desses por aqui pra ver o que meus leitores (já chegam a seis por dia) tem a dizer.

Ontem, ainda no banho, também percebi que preciso operar o prepúcio, mas isso é tema para um outro post pago.

O segundo Post Pago

Postado em 10 de dezembro de 2008

Como eu havia dito anteriormente, meu plano de enriquecer escrevendo na internet começará a dar certo. Eu já havia escrito um texto e faturado incríveis R$ 2,00 por isso. Mas o meu patrocinador queria sentir firmeza onde estava aplicando o dinheiro e, por isso, pediu-me para que antes de escrever o segundo post pago, eu fosse receber o pagamento em mãos.

Cruzei a cidade num táxi e desci no escritório do patrocinador. Um belo prédio, arquitetura grega e o escambau. A secretária pediu para que eu aguardasse algum tempo. Sentei-me num sofá e comecei a folhar revistas, quase todas datadas de 2002, aquela maravilhosa época em que ninguém imaginava que um dia blogs dariam dinheiro e a Susana Vieira ainda tinha classe.

Minha leitura foi interrompida pela bela voz da secretária, que anunciava minha permissão de entrada à sala do patrocinador.

Cumprimentei-o. Antes de qualquer coisa agradeci pela fé depositada em mim. Não é qualquer empresário que vê num cara de 25 anos, decadente, a força de se levantar e recomeçar a escrever na internet. E não é qualquer empresário que, além de tudo isso que eu já disse, ainda aceita aplicar dinheiro no jovem decadente.

Dois reais, isso sim é ganhar a vida.

Me disse o empresário que, se eu escrevesse com afinco, poderia ganhar muito mais. Quem sabe até R$ 20,00 por texto. Mas por enquanto não é bom sonhar tão alto. Não posso reclamar, dois reais já estão ótimos para mim.

Peguei meus R$ 2,00 e um envelope escrito “temática para o próximo post”. Me despedi e chamei uma táxi para me levar de volta para casa. dentro do táxi abri o envelope. Uma folha branca dizia “Escreva um texto sem graça” e eu pensei: Lá vamos nós de novo.

Maldito tema que me persegue.



Este é o blog de Gabriel Von Doscht, um rico empresário que largou tudo para se dedicar ao seu verdadeiro dom: fazer pulseirinhas.