¿dequejeito?

Show de Vizinha

Postado em 23 de junho de 2009

Hoje a vizinha do apartamento abaixo do meu estava ouvindo um pagode no volume máximo. Eram umas oito da noite. Aí um outro vizinho, incomodado com o barulho, abriu a janela e deu um assovio em represália para que o Sampa Crew calasse a boca. A vizinha reduziu o volume do som e começou a gritar muito com o vizinho. Nisso todos os outros moradores do prédio já meteram suas cabeças para fora da janela a fim de acompanhar o bate boca.

A vizinha, sangue nas vistas, começou a falar umas verdades pro vizinho assoviador. Coisas como “Filhodaputa!”, “Vaitomarnocu!” e, em especial:

Pra me mandar calar a boca tem que ter um pau três vezes maior que esse teu.

Enfim, to pensando em me mudar. Creio que os meus treze centimetros não são suficientes para me dar direito a um voto na reunião do condomínio.

Como nossos pais

Postado em 3 de junho de 2009

Não entendo a MTV atualmente. Exceto pelo Ronald Rios, todo mundo que eu vejo figurar lá vem de uma vida já bem estruturada e, aparentemente, feliz. Gente que tá comprando muito Nike SB Dunk – o tênis que te faz sentir-se negão. São filhos de famosos, filhos de escritores, romancistas, músicos, etc.

Não faz muito tempo, numa conversa de bar, a conclusão era de que a MTV era super-legal porque dava chance para os novos talentos. Fazia e estimulava o crescimento dos jovens criativos deste país. Mas constatando os atuais fatos, chego, não sozinho, à conclusão de que a MTV não coopera para o crescimento do país. Finge que faz isso, enquanto corre rumo a tornar-se apenas um lugar descolado pra filho de gente rica se exibir pros amigos.

— Fiz um intercâmbio demais na Holanda, e você?
— Eu ganhei um programa na MTV.

Claro que vão me dizer que uma pá de gente comum tá fazendo e acontecendo na MTV, mantendo blogs no portal do canal ou programas na grade da internet. Convenhamos, meu amigo. Blog até eu tenho. E não fico aí gerando conteúdo de graça pra uma empresa que ganha dinheiro com isso. Por fim, tenho uma inveja saudável dos espermatozóides mais sortudos deste Brasil. Sabe como é, bons demais para o blogspot, ruins demais pra Rede TV. E não falta muito para a inveja virar ódio. Diria que só falta descobrir que Ronald Rios é filho do Jayme Monjardim.

Rala ralando o Tchan aê

Postado em 6 de maio de 2009

Ontem fomos jantar num restaurante árabe ali na Cidade Baixa. Tudo parte  das comemorações do dia de aniversário da prima da minha estimada companheira, senhora Cintia Loureiro.

Fiquei surpreso ao saber que no cardápio não existiam Bib’sfihas nem Pastelzinhos de Belem e, por isso, tive de me contentar com um prato composto de comidas com nomes estranhos que eu não lembro, mas que se resumiam, na minha cabeça, a: molhinho claro, molhinho escuro, churrasquinho grego sem sal, almondegas sem carne, trigo. Tudo acompanhado da bebida mais consumida no Oriente Médio: A Coca Cola.

Depois da janta, enquanto todos os outros tomavam cervejas de 1 litro, pedimos um café árabe, que é mais ou menos idêntico ao café comum (na cor), só que com um gosto ruim.

Aí eu me levantei e comecei a dançar de um jeito estranho, pois pensei que era assim a  tradição. Todos olharam com estranheza. A Cintia me puxou de volta pra cadeira e me falou que os árabes não tem nada a ver com os indianos da novela. Pedi desculpas a todos pela confusão com as  culturas e, por fim, para evitar maiores constrangimentos saímos antes do pessoal começar a fumar narguilé.

O curioso caso de Gabriel Von Doscht

Postado em 27 de janeiro de 2009

Morar com a minha mãe nos anos noventa foi uma grande aventura. Nos natais ela sempre me dava meias, muitas meias. No dia seguinte ela escondia metade delas. Após alguns meses eu notava que não tinha mais tantas meias e lembrava que havia ganhado no natal vários pares.

— Mãe, cadê aquelas minhas meias que tu me deu no natal?
— Não sei do que tu tá falando – respondia ela.

Poucas horas depois, misteriosamente, aparecia um par de meias novo em cima da minha cama.

Com roupas mais sotifisticadas era ainda pior. Num aniversário ganhei dela uma jaqueta muito bacana, daquelas super estufadas com desenhos imensos de times de basquete americano bordados. Alguns dias depois coloquei a jaqueta pra sair, dar uma volta na cidade.

— Onde tu pensa que vai?
— Sair, dar uma volta na cidade.
— Com a jaqueta nova não.

Depois de uns dois anos, estava lá eu, com uma jaqueta  novinha e completamente datada no cabide, e muita vontade de tê-la usado no coração.

Hoje em dia eu não moro mais com a minha mãe, mas ela ainda me presenteia. Agora com artigos para a casa. Ontem ganhei um ventilador para enfrentar o calor de 40ºC de Porto Alegre. Junto com ele, na caixa, veio um bilhetinho escrito “Não usa nos dias muito quentes. Pode sobrecarregar o motor”.

Vamo ver no que dá.

O pesadelo mais apavorante do mundo

Postado em 25 de janeiro de 2009

Fui dormir às 8 da manhã porque coloquei na cabeça que queria ver o Grande Empresas Pequenos Negócios na Globo. À 10:30 eu já estava acordado, por conta de um dos pesadelos mais sinistros que tive em anos.

Mr. Manson e Marco Aurélio haviam morrido. De formas completamente diferentes, mas concidentemente na mesma data. O Google fez uma home-nagem  (tum pa psh) em sua home-page (ahá). A cada refresh, um dos falecidos era homenageado com um texto muito bem redigido sobre suas façanhas na vida real e virtual e uma imagem em ASCII.

PUNHO DOS BROTHER

Devido aos  textos das  homenagens, o campo de pesquisa do Google não aparecia e eu não conseguia fazer uma busca para achar sites que vendessem máquinas de fazer bottons. Vocês conseguem enxergar o pavor disso? Um dos pesadelos mais horríveis que tive nos últimos cinco anos. O Google sem campo de pesquisa, minha gente. Apavorante!!!

Perdão, países do acordo ortográfico

Postado em 19 de janeiro de 2009

Pessoal, após ler os comentários do último texto, fiquei bastante envergonhado pelo que escrevi. Por exemplo:

Pode ser que o acordo ortográfico ajude os outros países que fazem parte dele, tipo a Ruana, a Aidslândia ou o Ziliguistão, sei lá. Mas, francamente, eu to nem aí pra esse povo. Metade deles vai morrer nos próximos 5 anos e a outra metade não sabe ler.

Por isso, avaliei bem o que disse e decidi pedir desculpas a todas as pessoas e pátrias que ofendi. Então fiz uma canção de perdão ao povo de Ruana, Aidslândia e Ziliguistão. Aproveitem.

httpv://www.youtube.com/watch?v=mkEWbuMs9V0

Amanhã pedirei desculpas pelo meu bigode. Até mais.

Ambiguidade é o hype

Postado em 16 de janeiro de 2009

Duplo sentido nunca é demais, já pensava um humorista nordestino na hora de reciclar o cast de piadas.

Eu recebo a revista VIP (não sou assinante, apenas recebo pois sou uma pessoa muito influente) e na edição deste mês, todos textos seguem as novas regras ortográficas. Lá pela página 122 me deparo com isso:

Eu quero descer para levar um papo com a galera

Após o susto que levei com o leading mal feito, voltei minha atenção para o que estava escrito. Pensei que, neste artigo, o Keanu Reeves enumeraria os motivos de sua descida no planeta Terra. Sei lá, ele desceu para avisar a galera do planeta que a coisa vai ficar feia ou para que o mundo fosse melhor. Mas não, só depois de ler o artigo que a ficha caiu. O título dos respectivo texto é “PÁRA QUE EU QUERO DESCER“, porra, do verbo PARAR.

A ambiguidade nesse caso não é solucionada pelo contexto da sentença. O que já serve para provar que esse acordo ortográfico não nos ajuda em nada.

Pode ser que ajude os outros países que fazem parte dele, tipo a Ruana, a Aidslândia ou o Ziliguistão, sei lá. Mas, francamente, eu to nem aí pra esse povo. Metade deles vai morrer nos próximos 5 anos e a outra metade não sabe ler.

Improvisando tudo até a última conta

Postado em 14 de janeiro de 2009

Estou seriamente pensando em largar o design. Trampo com essa porra desde 2002 e nos últimos tempos o nível da babaquice humana acerca a profissão só cresceu.

Exemplo: Quando eu ainda estava na faculdade fiz um freela pra uma empresa alimentícia, um logotipo. Morava com a minha mãe ainda, era gurizinho. Cobrei R$ 450,00 e me achei o máximo. Entreguei o logotipo e, desde então venho acompanhado o desenvolvimento da empresa, que cresceu pra cacete. Dia desses (leia-se 5 anos depois) entraram em contato comigo pedindo um novo logotipo, agora para um novo produto da marca. Fiz o orçamento com um preço justo, passei por e-mail e a resposta foi um:

Tu tá louco? não faz nem 5 anos tu cobrou 450 reais.

Tomando por exemplo o “My name is Earl”, entrei nesse lance de karma e comecei a ajudar todo mundo. Doar dinheiro, trabalhar de graça (dependendo da proposta do trabalho, claro), dar descontos imensos pra conhecidos e, desde então, as coisas só pioraram. Cada bondade que eu cometo só me faz perder dinheiro e eu não me retorna absolutamente nada em troca, a não ser várias contas.

Na base da indignação, peguei meu ukulele, apertei o [rec] e fiz uma canção de improviso.

Eu cansei de trabalhar de graça

Por fim, to pensando em mudar de área. Mas não pode ser pra uma que precise improvisar. Sou péssimo de improviso.

Se a mamãe está, diga que me atenda

Postado em 13 de janeiro de 2009

Amiguinhos, desculpa a ausência nestes últimos dias. Mas é que a coisa não andou bem para mim nesse começo de semana.

O meu salário não caiu na conta e eu fiquei sem dinheiro algum. Sem dinheiro algum eu não podia nem, ao menos, comprar os alimentos que sustentam o ser humano. Aí ontem o meu café da manhã foi Doritos, caipirinha e um cigarro. E olha que eu nem fumo.

Bom,  isso tudo meio que não me fez muito bem, causando uma ressaca que durou até hoje.

Então, quando não tiverem dinheiro, não comam Doritos com caipirinha, nem fumem aqueles cigarros “Black sei lá o que”, por favor. Sejam inteligentes. Só façam isso quando tiverem dinheiro.

Ah, e o comentário final: O novo layout do portal terra é tão bom que o pessoal do design precisou fazer um manual de como usar. Reflitam.

Finado Capanema

Postado em 9 de janeiro de 2009

Porra, essa parada que contei no último post me fez lembrar de uma história muito boa que o finado Thiago Capanema contou. Pra falar a verdade, nem sei se a história foi assim como contarei (as vezes eu pego o mote da coisa e mudo tudo na minha cabeça), mas contarei mesmo assim.

Certa vez o Thiago foi almoçar num desses restaurantes de comida a quilo. Aí ele tava servindo o seu prato na fila do buffet e, vocês sabem como é buffet, tem um balcão com as comidas embaixo e, acima, na altura da cabeça de quem está se servindo, existem os frascos com temperos, molhos e, as vezes, coisas absurdas.

Bom, nesse buffet em que o Thiago estava havia, nessa parte acima das comidas, um pote com pêssegos em calda. O Thiago pensou “E porque não?” e deu uma garfada em um dos malditos pêssegos que, subitamente, escapou do garfo e caiu na parte de baixo do balcão, dentro de um recipiente cheio de queijo ralado.

O Thiago, que é um garoto muito educado, garfou o pêssego que, neste momento, estava completamente envolto ao queijo ralado e o colocou em seu prato para, posteriormente, o jogar fora. Um senhor que estava atrás do Thiago na fila do buffet, olhou aquela cena intrigado e perguntou:

— Amiguinho, é bom isso?
— Oi? – indagou o jovem Thiago.
— É bom isso? Pêssego com queijo ralado.

Thiago Capanema, o capeta em forma de guri, não pensou duas vezes para dar sua resposta:

— Mas é claro. O senhor nunca provou?
— Não… Nunca provei. – respondeu o senhor.
— Pois não sabe o que está perdendo.

O Thiago continuou a servir seu almoço normalmente, não sem antes ver, de canto de olho, o senhor atrás dele mergulhando três pêssegos em calda dentro do queijo ralado.



Este é o blog de Gabriel Von Doscht, um rico empresário que largou tudo para se dedicar ao seu verdadeiro dom: fazer pulseirinhas.