¿dequejeito?

Trinta e três dentes

Postado em 2 de julho de 2009

Depois de 4 anos de casado, é a primeira vez que eu fico sozinho em casa. Minha companheira viajou para Carazinho para fazer uma cirurgia e vai ficar uma semana fora. Mas da cirurgia eu falo depois. Agora quero me concentrar na parte em que eu fico sozinho em casa. Há 4 anos que eu não cabulava um banho e a sensação, meus amigos, é reconfortante. A sujeira do cabelo, das roupas, da minha glande, são como troféus que abrilhantam minha semana.

Mas nem tudo é satisfação. Claro que existem os pontos negativos como, por exemplo, enquanto escrevo este texto, mastigo um sanduiche de salaminho – a única coisa que havia para comer em casa. E só o mastigo neste momento, pois só agora que lembrei de que eu ainda não havia jantado.

Não que minha companheira só sirva para fazer jantares, longe disso. Mas com ela ao meu lado, eu sei que tenho de jantar ou almoçar. Sem ela, eu esqueço desses afazeres secundários e me empenho apenas nos afazeres primários (checar e-mails, twitter e orkut).

Avaliando a situação, uma coisa compensa a outra. Não jantar vale a pena quando eu também não preciso tomar banho. Aliás, meu almoço hoje foi um Melagrião em pastilha, sabor menta com própolis e gengibre.

E tudo isso por causa de um dente. Minha companheira possui trinta e três deles, sendo que o trigésimo terceiro localiza-se na parte de baixo da língua. Por isso a dentista recomendou uma cirurgia para a extração deste dente fora de lugar. Como um bom marido, fiquei cuidando do lar (da minha maneira) e esperando sua volta. Aliás, como um bom marido, tratei pessoalmente com o cirurgião sobre as complicações desta cirurgia, pois eu estava bastante asustado. O cirurgião, por telefone, me acalmou e garantiu:

O oral continuará o mesmo, quem sabe até melhor.

Esperemos para ver.

Este é o blog de Gabriel Von Doscht, um rico empresário que largou tudo para se dedicar ao seu verdadeiro dom: fazer pulseirinhas.

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