¿dequejeito?

O Nhoque da Fortuna

Postado em 1 de janeiro de 2009

Neste primeiro dia do ano acordei super cedo, a fim de ir comprar algumas batatas e sacar uma nota de R$ 100,00 no caixa eletrônico, afinal era o primeiro dia do ano, a data perfeita para se comer nhoque com uma nota de R$ 100,00 embaixo do prato.

Essa tradição surgiu na Polônia, por volta do século XII, quando os camponeses sacavam notas de R$100,00 nos caixas eletrônicos e as colocavam embaixo da asa de um pato para dar sorte e dinheiro durante o ano que estava nascendo. De lá para cá a tradição mudou um pouco. Os R$ 100,00 ainda são usados, mas o pato deu lugar ao nhoque.

Bom, voltando ao assunto. Acordei cedo e comprei as batatas, depois passei no banco para retirar a nota de R$ 100,00, mas o caixa eletrônico não estava para brincadeiras e cuspiu dez notas de R$ 10,00. Fiquei puto, claro, mas não desisti. Fiz outro saque e novamente o caixa eletrônico me decepcionou. Desta vez com cinco notas de R$ 20,00.

Não sei vocês, mas eu acho que a tecnologia só atravanca o progresso na nação. Se um ser humano me atendesse, ele iria entender que eu queria uma nota de R$ 100,00 e me daria isso. Assim a  tradição do Nhoque da Fortuna nunca seria quebrada.

Na terceira tentativa o caixa eletrônico cuspiu uma nota de R$ 50,00 , duas notas de R$ 20,00 e uma nota de R$ 10,00. E foi assim durante a manhã toda. Permaneci horas tentando sacar uma nota de R$100,00 mas quanto mais eu sacava mais parecia que o caixa eletrônico não queria me ajudar.

Até que lá pelo meio dia o milagre aconteceu: uma maravilhosa nota azul de R$ 100,00 saiu do caixa eletrônico, direto paras minhas mãos. Foi uma festa. A tradição seria respeitada mais uma vez.

nhoque-da-fortuna

Saí correndo do banco e fui pra casa carregando as batatas, a nota de cem e mais algumas centenas de notas menores. Cheguei em casa e a minha esposa me disse que o gás havia acabado, não poderiamos fazer o nhoque. Então pedimos uma pizza.

Foda-se a tradição. Eu já tô cheio de dinheiro mesmo.

Este é o blog de Gabriel Von Doscht, um rico empresário que largou tudo para se dedicar ao seu verdadeiro dom: fazer pulseirinhas.

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