¿dequejeito?

No futuro ainda seremos babacas

Postado em 2 de janeiro de 2009

Hoje eu estava assistindo, no Animal Planet, um programa sobre os grandes felinos e constatei que todos os tigres (e demais grandes felinos) que apareciam no documentário possuiam um identificador de plástico preso à orelha. Sabe aqueles identificadores que os pesquisadores prendem nos animais pra ficar rastreando eles e tal? Então, um daqueles.

Isso me remeteu ao quanto o ser humano é babaca, ao ponto de ficar se metendo na vida de outros seres e, principalmente, na vida dos próprios seres humanos.

Peguemos o exemplo dos “ETs”.
Primeiramente, não são ETs. São seres humanos super-evoluídos que vieram do futuro. Eles são uma raça humana mais inteligente, centenas de milhares de anos à nossa frente, possuem a cabeça grande e boca pequena, pois são inteligente e não precisam ficar falando nem escrevendo em blogs para conseguir se expressar. Eles tem o domínio absoluto da tecnologia da viagem no espaço-tempo. Mas a evolução que eles atingiram não foi capaz de eliminar o principal aspecto humano: a babaquice.

Vejam bem, os caras têm uma nave que pode viajar no tempo (é  uma nave, que voa, por que se fosse terrestre eles poderiam voltar no tempo e acabar materializados dentro de uma montanha que existiu no passado, por isso que eles voam, são inteligentes). Aí o que essa raça de humanos super inteligentes faz? Eles voltam no tempo para descobrir como viviam os humanos no passado, pois no futuro não tem You Tube para se fazer esse tipo de pesquisa histórica.

Aí não basta nego super-evoluído viajar pro passado e ficar só olhando. Não! Ele tem que pegar um ser humano, levar pra dentro da nave e enfiar uma sonda no cu do cara. Por quê? Porque ele é um babaca. Um humano super-evoluído do futuro, mas ainda assim babaca.

Se do futuro eu fosse e cabeça grande com boca pequena eu tivesse, eu voltaria pra epóca de Jesus e enfiaria uma sonda nele. Seria demais. Aliás, já devem ter feito isso, só não apareceu na Bíblia, né. A igreja não quer essa publicidade.

O Nhoque da Fortuna

Postado em 1 de janeiro de 2009

Neste primeiro dia do ano acordei super cedo, a fim de ir comprar algumas batatas e sacar uma nota de R$ 100,00 no caixa eletrônico, afinal era o primeiro dia do ano, a data perfeita para se comer nhoque com uma nota de R$ 100,00 embaixo do prato.

Essa tradição surgiu na Polônia, por volta do século XII, quando os camponeses sacavam notas de R$100,00 nos caixas eletrônicos e as colocavam embaixo da asa de um pato para dar sorte e dinheiro durante o ano que estava nascendo. De lá para cá a tradição mudou um pouco. Os R$ 100,00 ainda são usados, mas o pato deu lugar ao nhoque.

Bom, voltando ao assunto. Acordei cedo e comprei as batatas, depois passei no banco para retirar a nota de R$ 100,00, mas o caixa eletrônico não estava para brincadeiras e cuspiu dez notas de R$ 10,00. Fiquei puto, claro, mas não desisti. Fiz outro saque e novamente o caixa eletrônico me decepcionou. Desta vez com cinco notas de R$ 20,00.

Não sei vocês, mas eu acho que a tecnologia só atravanca o progresso na nação. Se um ser humano me atendesse, ele iria entender que eu queria uma nota de R$ 100,00 e me daria isso. Assim a  tradição do Nhoque da Fortuna nunca seria quebrada.

Na terceira tentativa o caixa eletrônico cuspiu uma nota de R$ 50,00 , duas notas de R$ 20,00 e uma nota de R$ 10,00. E foi assim durante a manhã toda. Permaneci horas tentando sacar uma nota de R$100,00 mas quanto mais eu sacava mais parecia que o caixa eletrônico não queria me ajudar.

Até que lá pelo meio dia o milagre aconteceu: uma maravilhosa nota azul de R$ 100,00 saiu do caixa eletrônico, direto paras minhas mãos. Foi uma festa. A tradição seria respeitada mais uma vez.

nhoque-da-fortuna

Saí correndo do banco e fui pra casa carregando as batatas, a nota de cem e mais algumas centenas de notas menores. Cheguei em casa e a minha esposa me disse que o gás havia acabado, não poderiamos fazer o nhoque. Então pedimos uma pizza.

Foda-se a tradição. Eu já tô cheio de dinheiro mesmo.



Este é o blog de Gabriel Von Doscht, um rico empresário que largou tudo para se dedicar ao seu verdadeiro dom: fazer pulseirinhas.