Dequejeito » 2009

¿dequejeito?

Parque Farroupilha

Postado em 4 de agosto de 2009

Domingo fomos ao Parque Farroupilha, aka Redenção. Choveu e nem mesmo a chuva conseguiu acabar com o paumolismo tipico dos artistas de rua porto-alegrenses.

Eu não tenho nada contra palhaços (os de circo), mas não dá pra tolerar um maluco que passou uma tinta branca na cara e fica te constrangendo a cada 5 minutos. Pelo pouco conhecimento que tenho, um palhaço faz palhaçadas para divertir as pessoas e não pra encher o saco delas. O que me faz lembrar da minha tese sobre Humor Inteligente, mas isso eu falo em outro post.

Voltando… Na Redenção é assim: Os artistas ficam amolando todo mundo que passa e todo mundo que é amolado esboça um sorriso falso pra fingir que tá firme na causa da alegria. E assim o ciclo da bobice humana nunca tem fim.

Com esforço, consegui fazer um vídeo de um minuto sem que nenhum palhaço aparecesse nas imagens. Sou um vencedor. Não.

[flash http://vimeo.com/5920927, w=480, h=270]

Até, amigos.

Nos bastidores do poder

Postado em 31 de julho de 2009

Há duas semanas enviei um e-mail ao Daniel e ao Chico, perguntando se eles tavam a fim de fazer um condomínio de blogs. O Daniel falou disso pro Rafael, que se mostrou interessado… Automaticamente colocamos Seu Felipe na conversa. Após cerca de 400 mensagens colocamos o Interbarney no ar, ainda em versão beta, mas já bem estruturado.

É uma alegria dividir espaço com os amigos Chico Barney, Daniel e Rafael. E será uma alegria dividir com os novos amigos Seu Felipe e Edu. Semana que vem mais um nome de peso vai aparecer,  e na outra semana outro nome de peso. E assim a gente vai pesando o servidor.

A pricipal cartada do Interbarney já foi dada: A volta de Rafael Capanema ao mundo dos blogs. Rafael Capanema, este rapaz de sobrancelhas fortes que me deu casa e comida quando eu andava sem roupas em São Paulo, em 2004. Mas disso eu falo na segunda-feira, aqui no Interbarney.

Vida longa ao Rei.

Baita cenário

Postado em 8 de julho de 2009

Aproveitei que minha companheira Cintia está em Carazinho recuperando-se de uma cirurgia, e pedi para que ela visitasse o museu da cidade e analisasse uma sala, que me disseram ser um bom cenário, pois pretendo rodar um clipe lá. Como não conheço o local, pedi para a minha companheira narrar com exatidão o ambiente da minha futura produção. Abaixo segue a transcrição exata do que me foi passado:

— Tem a onça parda e o guaxinim, entre outros lindos animal. No lado tem móveis antigos também e ao lado uma estante com poções antigas e venenos.
— Tudo na mesma sala? – perguntei.
— Tudo na mesma sala. No resto do ambiente tem os móveis antigos e o caixão do Drácula.
— Caixão do Drácula?
— Sim, com o Drácula de cera dentro. E ao lado tem umas cabeças de cera.
— Cabeça de gente?
— Sim. Tem a cabeça do Getúlio Vargas.
— Porra!!!
— No lado do Getúlio, a cabeça de um cara com lepra.

Após esse diálogo, comecei a desconfiar que a minha companheira estava me passando a perna, curtindo uma com minha ambição em rodar um clipe em Carazinho, RS. Como conheço um rapaz que trabalha no museu da cidade, resolvi tirar a dúvida. Entrei em contato e perguntei se tudo que a minha companheira, senhora Cintia Loureiro, havia narrador era verdade. O rapaz não só confirmou que tudo era verdade como ainda completou:

— Com uma ajudinha financeira eu posso te conseguir uma múmia que está na reseva técnica e o Mussolini.

Ano que vem a gente se vê no VMA. _0/~

Trinta e três dentes

Postado em 2 de julho de 2009

Depois de 4 anos de casado, é a primeira vez que eu fico sozinho em casa. Minha companheira viajou para Carazinho para fazer uma cirurgia e vai ficar uma semana fora. Mas da cirurgia eu falo depois. Agora quero me concentrar na parte em que eu fico sozinho em casa. Há 4 anos que eu não cabulava um banho e a sensação, meus amigos, é reconfortante. A sujeira do cabelo, das roupas, da minha glande, são como troféus que abrilhantam minha semana.

Mas nem tudo é satisfação. Claro que existem os pontos negativos como, por exemplo, enquanto escrevo este texto, mastigo um sanduiche de salaminho – a única coisa que havia para comer em casa. E só o mastigo neste momento, pois só agora que lembrei de que eu ainda não havia jantado.

Não que minha companheira só sirva para fazer jantares, longe disso. Mas com ela ao meu lado, eu sei que tenho de jantar ou almoçar. Sem ela, eu esqueço desses afazeres secundários e me empenho apenas nos afazeres primários (checar e-mails, twitter e orkut).

Avaliando a situação, uma coisa compensa a outra. Não jantar vale a pena quando eu também não preciso tomar banho. Aliás, meu almoço hoje foi um Melagrião em pastilha, sabor menta com própolis e gengibre.

E tudo isso por causa de um dente. Minha companheira possui trinta e três deles, sendo que o trigésimo terceiro localiza-se na parte de baixo da língua. Por isso a dentista recomendou uma cirurgia para a extração deste dente fora de lugar. Como um bom marido, fiquei cuidando do lar (da minha maneira) e esperando sua volta. Aliás, como um bom marido, tratei pessoalmente com o cirurgião sobre as complicações desta cirurgia, pois eu estava bastante asustado. O cirurgião, por telefone, me acalmou e garantiu:

O oral continuará o mesmo, quem sabe até melhor.

Esperemos para ver.

Show de Vizinha

Postado em 23 de junho de 2009

Hoje a vizinha do apartamento abaixo do meu estava ouvindo um pagode no volume máximo. Eram umas oito da noite. Aí um outro vizinho, incomodado com o barulho, abriu a janela e deu um assovio em represália para que o Sampa Crew calasse a boca. A vizinha reduziu o volume do som e começou a gritar muito com o vizinho. Nisso todos os outros moradores do prédio já meteram suas cabeças para fora da janela a fim de acompanhar o bate boca.

A vizinha, sangue nas vistas, começou a falar umas verdades pro vizinho assoviador. Coisas como “Filhodaputa!”, “Vaitomarnocu!” e, em especial:

Pra me mandar calar a boca tem que ter um pau três vezes maior que esse teu.

Enfim, to pensando em me mudar. Creio que os meus treze centimetros não são suficientes para me dar direito a um voto na reunião do condomínio.

Como nossos pais

Postado em 3 de junho de 2009

Não entendo a MTV atualmente. Exceto pelo Ronald Rios, todo mundo que eu vejo figurar lá vem de uma vida já bem estruturada e, aparentemente, feliz. Gente que tá comprando muito Nike SB Dunk – o tênis que te faz sentir-se negão. São filhos de famosos, filhos de escritores, romancistas, músicos, etc.

Não faz muito tempo, numa conversa de bar, a conclusão era de que a MTV era super-legal porque dava chance para os novos talentos. Fazia e estimulava o crescimento dos jovens criativos deste país. Mas constatando os atuais fatos, chego, não sozinho, à conclusão de que a MTV não coopera para o crescimento do país. Finge que faz isso, enquanto corre rumo a tornar-se apenas um lugar descolado pra filho de gente rica se exibir pros amigos.

— Fiz um intercâmbio demais na Holanda, e você?
— Eu ganhei um programa na MTV.

Claro que vão me dizer que uma pá de gente comum tá fazendo e acontecendo na MTV, mantendo blogs no portal do canal ou programas na grade da internet. Convenhamos, meu amigo. Blog até eu tenho. E não fico aí gerando conteúdo de graça pra uma empresa que ganha dinheiro com isso. Por fim, tenho uma inveja saudável dos espermatozóides mais sortudos deste Brasil. Sabe como é, bons demais para o blogspot, ruins demais pra Rede TV. E não falta muito para a inveja virar ódio. Diria que só falta descobrir que Ronald Rios é filho do Jayme Monjardim.

Rala ralando o Tchan aê

Postado em 6 de maio de 2009

Ontem fomos jantar num restaurante árabe ali na Cidade Baixa. Tudo parte  das comemorações do dia de aniversário da prima da minha estimada companheira, senhora Cintia Loureiro.

Fiquei surpreso ao saber que no cardápio não existiam Bib’sfihas nem Pastelzinhos de Belem e, por isso, tive de me contentar com um prato composto de comidas com nomes estranhos que eu não lembro, mas que se resumiam, na minha cabeça, a: molhinho claro, molhinho escuro, churrasquinho grego sem sal, almondegas sem carne, trigo. Tudo acompanhado da bebida mais consumida no Oriente Médio: A Coca Cola.

Depois da janta, enquanto todos os outros tomavam cervejas de 1 litro, pedimos um café árabe, que é mais ou menos idêntico ao café comum (na cor), só que com um gosto ruim.

Aí eu me levantei e comecei a dançar de um jeito estranho, pois pensei que era assim a  tradição. Todos olharam com estranheza. A Cintia me puxou de volta pra cadeira e me falou que os árabes não tem nada a ver com os indianos da novela. Pedi desculpas a todos pela confusão com as  culturas e, por fim, para evitar maiores constrangimentos saímos antes do pessoal começar a fumar narguilé.

O curioso caso de Gabriel Von Doscht

Postado em 27 de janeiro de 2009

Morar com a minha mãe nos anos noventa foi uma grande aventura. Nos natais ela sempre me dava meias, muitas meias. No dia seguinte ela escondia metade delas. Após alguns meses eu notava que não tinha mais tantas meias e lembrava que havia ganhado no natal vários pares.

— Mãe, cadê aquelas minhas meias que tu me deu no natal?
— Não sei do que tu tá falando – respondia ela.

Poucas horas depois, misteriosamente, aparecia um par de meias novo em cima da minha cama.

Com roupas mais sotifisticadas era ainda pior. Num aniversário ganhei dela uma jaqueta muito bacana, daquelas super estufadas com desenhos imensos de times de basquete americano bordados. Alguns dias depois coloquei a jaqueta pra sair, dar uma volta na cidade.

— Onde tu pensa que vai?
— Sair, dar uma volta na cidade.
— Com a jaqueta nova não.

Depois de uns dois anos, estava lá eu, com uma jaqueta  novinha e completamente datada no cabide, e muita vontade de tê-la usado no coração.

Hoje em dia eu não moro mais com a minha mãe, mas ela ainda me presenteia. Agora com artigos para a casa. Ontem ganhei um ventilador para enfrentar o calor de 40ºC de Porto Alegre. Junto com ele, na caixa, veio um bilhetinho escrito “Não usa nos dias muito quentes. Pode sobrecarregar o motor”.

Vamo ver no que dá.

O pesadelo mais apavorante do mundo

Postado em 25 de janeiro de 2009

Fui dormir às 8 da manhã porque coloquei na cabeça que queria ver o Grande Empresas Pequenos Negócios na Globo. À 10:30 eu já estava acordado, por conta de um dos pesadelos mais sinistros que tive em anos.

Mr. Manson e Marco Aurélio haviam morrido. De formas completamente diferentes, mas concidentemente na mesma data. O Google fez uma home-nagem  (tum pa psh) em sua home-page (ahá). A cada refresh, um dos falecidos era homenageado com um texto muito bem redigido sobre suas façanhas na vida real e virtual e uma imagem em ASCII.

PUNHO DOS BROTHER

Devido aos  textos das  homenagens, o campo de pesquisa do Google não aparecia e eu não conseguia fazer uma busca para achar sites que vendessem máquinas de fazer bottons. Vocês conseguem enxergar o pavor disso? Um dos pesadelos mais horríveis que tive nos últimos cinco anos. O Google sem campo de pesquisa, minha gente. Apavorante!!!

Perdão, países do acordo ortográfico

Postado em 19 de janeiro de 2009

Pessoal, após ler os comentários do último texto, fiquei bastante envergonhado pelo que escrevi. Por exemplo:

Pode ser que o acordo ortográfico ajude os outros países que fazem parte dele, tipo a Ruana, a Aidslândia ou o Ziliguistão, sei lá. Mas, francamente, eu to nem aí pra esse povo. Metade deles vai morrer nos próximos 5 anos e a outra metade não sabe ler.

Por isso, avaliei bem o que disse e decidi pedir desculpas a todas as pessoas e pátrias que ofendi. Então fiz uma canção de perdão ao povo de Ruana, Aidslândia e Ziliguistão. Aproveitem.

httpv://www.youtube.com/watch?v=mkEWbuMs9V0

Amanhã pedirei desculpas pelo meu bigode. Até mais.



Este é o blog de Gabriel Von Doscht, um rico empresário que largou tudo para se dedicar ao seu verdadeiro dom: fazer pulseirinhas.