¿dequejeito?

A hora do Rush

Postado em 6 de maio de 2008

Porto Alegre é uma cidade bizarra do caralho. Aqui é tipo um Mini Mundo, daqueles onde locomotivas de brinquedo percorrem caminhos meio a castelinhos e casinhas em tamanho miniatura. Mas disso falarei amanhã.

Hoje eu precisava chegar ao bairro Santana, que é aqui perto, mas como sou novo na cidade e rico, prefiro ir de taxi. Entrei no táxi na hora de maior movimento. O taxista, com um bigode muito charmoso, perguntou o local para onde eu gostaria de ir.

— É no Santana, Segue a Jeronimo Ornelas até a última travessa.
— Santana? Não conheço essa rua.
— Não amigo, Santana é o nome do bai…
— Peraí que vou pedir informação pra algum colega – interrompeu o bigodudo que parou o carro e foi até outro taxi perguntar onde fica a Rua Santana.

Seis minutos depois o taxista voltou ao carro e disse:

— O meu colega ali disse que não existe rua com esse nome.
— Não! É que o senhor entendeu errado…
— Não, entendi certo o que ele disse. – interrompeu o bigodudo.
— Não, tá havendo um confusão. – tentei explicar.
— Sim, está havendo. Essa rua não existe.
— Mas eu não quero ir pra nenhuma Rua Santana.
— Quer o que então? – me perguntou o taxista.

Respirei profundamente e, pausadamente, com um português perfeito e sem vícios de linguagem, disse ao taxista:

— Eu quero ir para o BAIRRO Santana.
— E eu com isso? — me respondeu.
— Ora bolas, eu quero ir até o bairro Santana – insisti.
— Sim, amigo. Mas o que isso me interessa?
— (…)
— Quer que eu chame um taxi pra ti? – perguntou o taxista.
— Isso aqui é um taxi, puta que o pariu! – gritei nervosamente.
— Taxi? Não é não.
— É o que então, porra?
— Oras, é uma sorveteria.
— Poxa, tem de creme?

Este é o blog de Gabriel Von Doscht, um rico empresário que largou tudo para se dedicar ao seu verdadeiro dom: fazer pulseirinhas.

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