¿dequejeito?

O ano em que a Blogosfera acabou

Postado em 31 de dezembro de 2008

É chegado o fim do ano e com ele damos adeus a um dos termos mais escrotos já inventados pela internet: Interney Blogs A Blogosfera.

A partir de 2009 fundarei a Blogolândia, um lugar que não tem publicidade, que não tem rankings e, principalmente, não tem agências de publicidades formadas por blogueiros, um lugar onde os blogueiros terão empregos de verdade e ganharão mais do que 300 reais por mês.

Na Blogolândia veremos um grande diferencial ideológico perante a extinta Blogosfera. Na Blogolândia os blogs terão uma função pouco conhecida pelos jovens de hoje. Os blogs serão uma espécie de diário virtual onde os autores poderão contar tudo que acontece em suas vidas.

Em primeiro de janeiro deste novo ano, prometo escrever sobre coisas reais, sobre a minha vida e, acima de tudo, prometo tornar a Blogolândia um lugar bonito e cheio de alegria, longe da profissionalização dos blogs.

Se a Blogosfera é pólvora, a Blogolândia é fogo.

Lamentável.

Postado em 30 de dezembro de 2008

miskoto diz:
Me diz uns blogs bons aí pra ler.

karla diz:
Nada…  Ninguém mais sabe escrever… Nem fazer piadas.

miskoto diz:
Fracassados.

Momento Internet

Postado em 12 de dezembro de 2008

Ao longo dos anos, em minhas palestras sobre comportamento e educação na internet, inúmeras pessoas me encontram e fazem a mesma pergunta: “Devo eu entrar na internet?”.

A minha resposta é sempre a mesma:

httpv://www.youtube.com/watch?v=BdKXBGHl3gQ

O boom da internet

Postado em 11 de dezembro de 2008

Desde o dia em que inventei o termo “Post Pago” que a internet toda, enquanto blog, está encantada pela rotatividade monetária que minha idéia pode gerar. Por enquanto tudo não passa de teorias que voam de boca em boca por toda a internet, enquanto blog.

Aliás, esse termo “internet, enquanto blog” é um pouco estranho. Penso em começar a usar uma expressão que inventei ontem a noite, durante o banho: “Blogosfera”. Eu sei, eu sei, é um termo bem idiota, mas é o que tenho.

Muitos apoiam meu sistema, mas alguns autores de blogs (vamos chamar eles de “blogueiros”)  são do contra e enfatizam que receber dinheiro em troca de textos é vender a essência da liberdade de escrita que a internet proporciona.

Não quero promover uma guerra e, sinceramente, não imagino que o meu sistema “Post Pago” possa se transformar num monstro como dizem. Por exemplo, não acredito que as pessoas possam ser tão medíocres a ponto de usar uma idéia dessas para vender produtos ou serviços. Não imagino, por exemplo, o Rexona vindo me pagar 100 reais para que eu escreva sobre uma nova promoção do desodorante.

Todos sabemos que isso trata-se de publicidade, e publicidade não pode ser comparada com um post num blog. Publicidade custa muito mais caro. Não acredito que os blogueiros possam vir a receber tão pouco para fazer algo assim. Quem seria otário a esse ponto? Quer dizer, a não ser que o blogueiro more com a mãe e não precise pagar conta, né brother.

Com isso, estou seguro que o sistema que inventei funcionará perfeitamente e a “blogosfera” crescerá para todos os lados, exceto pra baixo. Ou pra dentro. Ou pra trás… Bom, melhor dizer que a internet crescerá apenas pra frente… Ou pra cima.

Ontem, no banho também, pensei em outra coisa: Um sistema onde os visitantes dos blogs possam comentar os textos do blog. Talvez tente implementar um desses por aqui pra ver o que meus leitores (já chegam a seis por dia) tem a dizer.

Ontem, ainda no banho, também percebi que preciso operar o prepúcio, mas isso é tema para um outro post pago.

O segundo Post Pago

Postado em 10 de dezembro de 2008

Como eu havia dito anteriormente, meu plano de enriquecer escrevendo na internet começará a dar certo. Eu já havia escrito um texto e faturado incríveis R$ 2,00 por isso. Mas o meu patrocinador queria sentir firmeza onde estava aplicando o dinheiro e, por isso, pediu-me para que antes de escrever o segundo post pago, eu fosse receber o pagamento em mãos.

Cruzei a cidade num táxi e desci no escritório do patrocinador. Um belo prédio, arquitetura grega e o escambau. A secretária pediu para que eu aguardasse algum tempo. Sentei-me num sofá e comecei a folhar revistas, quase todas datadas de 2002, aquela maravilhosa época em que ninguém imaginava que um dia blogs dariam dinheiro e a Susana Vieira ainda tinha classe.

Minha leitura foi interrompida pela bela voz da secretária, que anunciava minha permissão de entrada à sala do patrocinador.

Cumprimentei-o. Antes de qualquer coisa agradeci pela fé depositada em mim. Não é qualquer empresário que vê num cara de 25 anos, decadente, a força de se levantar e recomeçar a escrever na internet. E não é qualquer empresário que, além de tudo isso que eu já disse, ainda aceita aplicar dinheiro no jovem decadente.

Dois reais, isso sim é ganhar a vida.

Me disse o empresário que, se eu escrevesse com afinco, poderia ganhar muito mais. Quem sabe até R$ 20,00 por texto. Mas por enquanto não é bom sonhar tão alto. Não posso reclamar, dois reais já estão ótimos para mim.

Peguei meus R$ 2,00 e um envelope escrito “temática para o próximo post”. Me despedi e chamei uma táxi para me levar de volta para casa. dentro do táxi abri o envelope. Uma folha branca dizia “Escreva um texto sem graça” e eu pensei: Lá vamos nós de novo.

Maldito tema que me persegue.

O sistema do Post Pago

Postado em 8 de dezembro de 2008

Tive uma idéia muito inovadora: receber para escrever. Sabe, eu fico imaginando se os colunistas de jornais recebessem pelo que escrevem. Iria ser maneiro, né brother.

A minha idéia básica era receber para escrever e por isso batizei de “Post Pago”. Creio que se a moda pega, os valores podem aumentar. Algum dia alguém poderá receber até mesmo 50 reais para escrever um texto. Mas eu não, e não agora. Por enquanto, como sou o precursor da coisa, o lance é cobrar barato. E, por isso, divulguei no meu twitter, na semana passada, que estaria escrevendo posts em troca de dinheiro. Para ser mais exato, pedi a quantia de R$ 1,00 por cada texto publicado.

Após alguns minutos os primeiros patrocinadores já apareceram dispostos a pagar e alguns deles, estupidamente, ofereceram mais dinheiro do que eu pedia. Então o que rolou foi uma espécie de leilão muito louco, onde quem dava mais me ganhava (se fosse antigamente, seria literalmente).

Fechei o valor de R$ 5,00 por texto com um bônus de R$ 10,00 caso o texto seja bom. O patrocinador, ou melhor, a patrocinadora prefere o anonimato, mas mesmo assim falarei dela no decorrer dos dias.

Espero que esses sistema que inventei funcione. Vislumbro um futuro onde as pessoas legais, como o Tico Santa Cruz, receberão por seus textos. O mundo será um lugar melhor. Enquanto isso eu vou vivendo, com R$ 5,00 por dia.

Até mais, brother.



Este é o blog de Gabriel Von Doscht, um rico empresário que largou tudo para se dedicar ao seu verdadeiro dom: fazer pulseirinhas.