¿dequejeito?

Um delírio de FAIL

Postado em 11 de julho de 2008

Há quatro meses morando em Porto Alegre e sem receber sequer uma proposta de emprego ou uma convocação para entrevista, comecei a suspeitar que sou um péssimo profissional ou, pelo menos, uma pessoa muito azarada.

Enviei currículo para cerca de 40 agências da cidade e 23 delas enviaram e-mail avisando que entrariam em contato por telefone para marcar uma entrevista, mas eu seguia esperando e ninguém nunca me ligava. Comecei a achar que estavam me fazendo de otário. Malditos porto-alegrenses urbaninhos com suas camisetas descoladas!

Pra falar a verdade, o único motivo de eu ter uma linha telefônica era para receber as ligações das propostas de emprego. Isso significa que o telefone nunca havia tocado. Não sabia eu qual o som que o aparelho emitia. Até hoje, pois hoje ele tocou. E eu atendi:

— Alô?
— Gabriel?
— Sim, sou eu.
— Cara, teu telefone no currículo tá errado.
— Ué?
— Sim, tentei ligar várias vezes e dava sempre engano.
— Poxa, deixa eu ver aqui…

Peguei uma das cópias do meu currículo na cozinha (mandei imprimir 500 cópias e guardo elas pela casa) e conferi. Mas no currículo o meu telefone estava correto. Pelo menos eu achava que estava.

— Aqui tá certo, amigão – disse eu.
— Não! O teu telefone é **** 4585.
— Ihhh… Não é **** 6452?
— Não, eu liguei pra esse e dava engano.
— Poxa, eu sempre pensei que fosse 6452. Obrigado por avisar, amigão.
— Não, por nada… O Caetano ta aí?
— Que Caetano? – perguntei.
— Caetano, rapaz.
— Aqui não tem nenhum Caetano, não.
— Bah, desculpa. Acho que foi engano.

Aí o cara desligou e eu corri pro computador alterar meu telefone no currículo. Mandei fazer novas 500 cópias com o número correto. E que se fodam as árvores. Agora ninguém me segura.



Este é o blog de Gabriel Von Doscht, um rico empresário que largou tudo para se dedicar ao seu verdadeiro dom: fazer pulseirinhas.