¿dequejeito?

Obrigado, Mariana Xavier.

Postado em 28 de abril de 2008

Tava dormindo quando tocou o interfone, era o carteiro dizendo que havia um sedex para mim. Para mim não, mais exatamente para o “editor do blog dequejeito” Desci quatro andares de escada e peguei a encomenda. De volta ao apartamento, abri o pacote e conheci o seu conteúdo.

O pessoal do Corda de Rua me enviou alguns mimos, creio eu, para que eu fale bem ou mal deles aqui no blog. É o tão querido marketing viral que está deixando os blogueiros cada vez mais ricos e saltitantes.

Então está aí a dica: Conheçam o Corda de Rua e o blog mantido pelo nosso amigo Chico Barney, que largou seu diploma de Comunicação e foi para São Paulo se dedicar ao seu verdadeiro dom: escrever num blog sobre pular corda.

Isso me faz lembrar do dia em que a Vagisil me enviou alguns mimos para que eu testasse e falasse bem dos produtos de higiene vaginal deles. “Meu amigo, eu não tenho buceta” escrevi, entusiasmado.

Depois disso nunca mais fui requisitado para um post pago ou ação viral. Meu nome foi riscado do cast de blogueiros cheios de visita que se vendem fácil. Rolou o maior boicote à minha pesssoa. Mas agora tive uma nova chance e não vou desperdiçá-la .

Pessoal, Corda de Rua é lindo. Eu não sei pular corda, nunca pulei e nem pretendo aprender a pular. Mas a corda é sensacional. Usei ela de varal e ficou uma maravilha.

Uma maravilha.

O Clone

Postado em 13 de abril de 2008

Pessoas, a falta de textos novos se dá por motivo grandioso. Estou morando em Porto Alegre agora. Mais alguns dias e coloco tudo nos eixos. Aí já dá pra escrever mais sossegado sobre os assuntos mais variados do mundo, tais como a minha rua e os gatos que invadem as casas e mijam no chão da cozinha e como eu preciso arranjar um emprego que me faça rico urgentemente.

Uma questão de etiqueta

Postado em 3 de abril de 2008

Em “Clube da Luta” existe uma cena em que Brad Pitt, precisa passar por uma pessoa, dentro de um avião, num pequeno espaço, e se depara com o dilema de, ao passar por esta pessoa de ladinho, dar as costas a ela ou passar dando a região genital? Segundo ele, uma questão de etiqueta.

A question of etiquette, as I pass, do I give you the ass or the crotch?

Eu vivo isso umas seis vezes por dia, no mínimo. Não que eu goste de ficar passando por lugares apertados, mas sempre que estou num, outra pessoa também está. É incrível e hoje não foi diferente. Eu estava no caixa do mercado, pagando por minhas compras e no caixa do lado estava um funcionário encaixotando as compras de um outro cliente. Não tinha muito espaço e, para ir embora, tive de passar de ladinho pelo cara. Meu erro foi ter escolhido passar usando “the crotch”.

Enquanto eu passava pelo cara, lembrei do filme do Brad e pensei: “Que coisa gay”. Então resolvi mudar de idéia e de posição. Tentei trocar do “the crotch” para o “the ass” no meio do percurso e, sem querer, dei uma encoxada memorável no funcionário do mercado.

Algumas pessoas que estavam por perto olharam com surpresa para o acontecimento. Uma mãe colocou as mãos sobre os olhos da filha pequena. O funcionário me pareceu estranhar a situação, mas continuou seu trabalho fingindo que nada estava acontecendo.

Envergonhado pela minha falta de delicadeza, tentei consertar a situação pedindo desculpas. Mas aí existe outra questão de etiqueta: Como pedir desculpas pra um cara que está de costas pra você e não pode se virar por causa da falta de espaço?

Falar não adiantaria, eu precisava de um gesto que representasse o meu perdão. Raciocínio rápido, é disto que eu precisava. Não pensei duas vezes, botei a mão na nuca do cara, dei uma pequena alisada de afeto seguida de dois tapinhas consoladores e fui embora.

Acho que ele entendeu.

O Olho Mágico

Postado em 1 de abril de 2008

Sempre tive problemas com visitas indesejadas, chegando, muitas vezes, a me esconder dentro de casa só para não atender a campainha. Após uma conturbada troca de produtos, há um ano, adquiri um olho mágico para colocar na porta de entrada da minha casa, a fim de monitorar possíveis visitantes indesejados.

No inicio pensei que o olho mágico não funcionasse, já que a todo momento que eu olhava por ele, não enxergava nenhum visitante indesejado. Tá certo que eu não olhei muitas vezes por ele, pois quando alguém tocava a campainha eu ia me esconder embaixo da minha cama, lá no quarto, e de lá não dava pra ver pelo olho mágico, infelizmente.

Ledo engano achar que o olho não funcionava. Há poucos dias cheguei em casa e me deparei com a inexistência da porta de entrada. Não pensei duas vezes e liguei para a Brigada Militar, que prontamente atendeu meu chamado.

Expliquei aos policiais que minha porta havia desaparecido e eles pediram para olhar dentro da casa, a fim de achar alguma pista. Concordei, mas desde já informei que nada estava faltando dentro de minha casa, exceto a porta. Um dos policiais não pareceu se espantar, e perguntou:

— O senhor instalou algum olho mágico ultimamente?
— Ué. Sim, mas como… – tentei responder, assustado.
— Então tudo está resolvido.

O policial foi até o local onde deveria estar a porta, se abaixou, analisou o chão e, com um sorriso irônico na face, abriu um fundo falso que eu jamais pensei que pudesse existir ali. Dentro do buraco por de trás do fundo falso estava a minha porta, junto com ela o olho mágico, que foi levado pelos policiais para prestar esclarecimentos na delegacia. Parece que ele praticava ilusionismo ser ter habilitação junto à OMG (Ordem dos Mágicos Gaúchos). Safado.

Mulheres que destroem a internet

Postado em

Os grandes escritores, artistas e criadores em geral sempre foram pessoas tristes, depressivas, solitárias… Mesmo aqueles que tiveram uma pessoa amada em suas vidas, sofreram de amor e, de certo modo, isso que lhes dava oxigênio para criar cada vez mais.

Assim como não me recordo de nenhum artista brasileiro dos anos 80 que já não tenha morrido de AIDS (exceto o Tony Platão), também não lembro de nenhum grande artista que fosse casado ou que, pelo menos, fosse feliz ao lado de uma mulher. E é partindo do principio de que, toda mulher estraga um blogueiro, que decidi não mais ficar de braços cruzados assistindo a mesma decadência que consome Ronald Rios me consumir. E, por fim, decidi agir.

Contratei dois capangas chamados Raul e Jean, paguei um alto valor para que eles seqüestrassem minha esposa e a matassem violentamente, num crime brutal e sem rastros. Infelizmente Raul e Jean não cumpriram com o trato e fugiram com o dinheiro. Mas não perdi o motivação e, com os poucos trocados que me restaram, comprei, pela internet, uma arma de fogo.

Convidei a Cintia para passar uma tarde romântica ao meu lado, em minha casa. Ela estranhou, afinal já moramos juntos. Mas não deixei a peteca cair e segui com meu plano. O segundo passo era a pedir em casamento para confundir sua cabeça. Novamente ela estranhou, pois também já somos casados. Não sabendo mais o que fazer, olhei para os lados, nervoso, engoli seco e saquei a arma. Infelizmente queimei minha mão e não consegui dar sequer um tiro. Na próxima, já decidi, nada de armas de fogo. Quem sabe uma de água.



Este é o blog de Gabriel Von Doscht, um rico empresário que largou tudo para se dedicar ao seu verdadeiro dom: fazer pulseirinhas.