¿dequejeito?

Liberdade pra dentro da cabeça

Postado em 25 de fevereiro de 2008

Não é nenhuma novidade que os cidadãos tem curiosidade sobre a minha atribulada vida social. Por onde vou? Pra que time torço? Meus olhos são mesmo desta cor? Aids mata? São inúmeras perguntas que testam a minha paciência. Mas para nós, famosos, tudo isso é absolutamente normal.

Pensando em todas pessoas curiosas deste mundão de meu Deus, fiz um novo blog, um espaço para notícias, uma espécie de twitter sem gente chata me seguindo, enfim, um diário onde todos poderão sanar, diariamente, a principal dúvida da humanidade no que diz respeito a minha pessoa.

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Visitem, por favor.

Futuro empreendimento

Postado em 22 de fevereiro de 2008

miskoto diz:
E também… assim já nos colocamos de chefões da parada. Os que vierem depois de nós, serão chamados de “convidados”.

Ronald Rios diz:
Feito!

miskoto diz:
Aí rola aquela coisa de sempre: Convidar uma gatinha que escreve bem pra se juntar a nós, pra gerar mais visita.

Ronald Rios diz:
Claro, aquela gatinha, a… a… aaaaaa……………

miskoto diz:
É… a… aaaa… que escreve bem. Como é o nome mesmo?

Ronald Rios diz:
Pô, gatinha e escreve bem… na internet. O nome é… é…

miskoto diz:
SONHO! Isso. Esse é o nome.

Campus Party

Postado em 13 de fevereiro de 2008

O pessoal que participa do Campus Party não para de se perguntar “Onde está o moskito?”. Lhes aviso que eu tenho coisa melhor pra fazer do que acessar a internet e jogar WarCraft o dia inteiro, portanto não participarei e nem apresentarei minha palestra “The Secret – O Segredo da Internet” no Campus Party deste ano, nem de ano nenhum.

Por outro lado, a vida de blogueiro superstar vem me tirando o sono (e me dando dinheiro). São entrevistas atrás de entrevistas, sessões de fotos intermináveis, e vários convites para fazer participações na Turma do Didi, interpretando o personagem loirinho que pega as gatinhas mas sempre se dá mal no final. Algumas coisas aceito, outras não. Então se liga, ralé.

Neste mês, ilustro a matéria sobre blogs da Revista PIX, onde relato o comentário mais esdrúxulo que o DQJ já presenciou. Para quem não tem condições de adquirir este maravilhoso impresso, pode acessar o site e clicar na capa da mais recente edição, lá no rodapé da página. Depois de esperar uns 7 minutos pelo carregamento, você poderá ver todo o conteúdo da revista e a minha contribuição de poucas linhas (lembrando que participantes da Campus Party também podem acessar o site da revista e carregar o conteúdo na metade do tempo).

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Minha carreira na música rap não poderia estar melhor. Há pouco tempo, sob alcunha de “DOSCHT, o rapper branco”, gravei, junto ao amigo Mano Benga, o videoclip da canção gospel intitulada “Rap de G-Zus”. Segue o vídeo:

httpv://www.youtube.com/watch?v=aNJzfdFJ7HY

E por fim, rodei um documentário sobre jovens viciados. Planejo lançá-lo o quanto antes a fim de aproveitar a temporada de circuitos de cinema deste mundão de meu Deus. Aí, meu amigo, vai ser prêmio atrás de prêmio.

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Aguardem, inverno e verão.

Férias: São José do Norte

Postado em 12 de fevereiro de 2008

São José do Norte é uma espécie de ilha que não é cercada de mar por todos os lados. Apesar disto, a única maneira de chegar lá é pelo mar. Então todos fingem que é uma ilha.

Em São José do Norte conheci a vó da Cintia, que me contou várias histórias sobre o município, como, por exemplo, a história de um padre que era negro e, por isso, sofria forte preconceito de todos habitantes da ilha (é bom frisar que a região sul do Rio Grande do Sul é como a região sul dos Estados Unidos: Todo mundo é racista). Segundo a vó da Cintia, o padre negro, muito aborrecido com a população, resolveu fazer uma macumba – sim, o padre fez macumba –  e almadiçoar a cidade que, desde então, vive sofrendo com a areia, que toma conta das ruas, das casas e dos olhos do pessoal que não anda de óculos. E assim todo mundo pensa que tem glaucoma.

Também conheci a igreja da cidade, que é uma daquelas igrejas construídas em mil oitocentos e hebe camargo pelo próprio Pedro Álvares Cabral e, por isso, todo mundo acha uma maravilha. Tudo muito bonito e dourado, como a igreja católica manda, mas o que mais me chamou a atenção foi o banner pendurado na parede do interior da igreja:

Católico, salve uma alma: traga um irmão não-católico para pagar o dizimo.

Tipo, que não basta o cara ir na igreja para ser salvo, precisa mesmo é pagar uma taxa.

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Soube que, atualmente, a população de São Jose do Norte está apavorada com um ladrão que anda invadindo as residências para roubar dinheiro e comer gostosuras da geladeira. Os habitantes contam que ele é um ótimo escalador e, por isso, o apelidaram de “Aranha”.

Mas a coisa mais sinistra que presenciei em São José do Norte é a vó da Cintia atravessando a rua. Toda vez que uma rua devia ser atravessada, a vó da Cintia, ao invés de cruzar rapidamente, de um lado ao outro, fazia um percurso diagonal que quase lhe custava a vida.

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Em alguns momentos a vó da Cintia chegava a andar paralelo aos carros. Sempre com um ar de tranqüilidade meio aos buzinaços dos motoristas indignados. Era apavorante.

Férias: O centro de Rio Grande

Postado em 7 de fevereiro de 2008

Nem Julio Verne conseguiria vislumbrar um lugar tão estranho. Rio Grande é uma cidade ao sul do estado colonizada, em parte, por portugueses que seguiram o clichê máximo da burrice e construíram todos prédios históricos da cidade tipo o Rodox: de costas para o mar.

É normal e aceitável, em toda cidade litorânea, que as pessoas mais ricas morem na lagoa, para assim aproveitar a bela paisagem do local. Mas não em Rio Grande. Lá a coisa é diferente, a começar pelo centro, repleto de hippies e ciganos. Você não pode ser chamado de turista sem ter a mão lida ou comprado uma correntinha rastafari.

Assim como o dos hippies, o vocabulário dos ciganos é limitado, contendo não mais que três frases. As ciganas usam o “Quer ler a mão, lindo?”, “Você vai ser muito feliz” e o profético “Uma boa notícia chegará”. Já os ciganos (machos da espécie) sabem falar apenas “Quer vender esse carro? Te volto um Logus ou um Tempra na troca”.

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Então lá estava eu no centro de Rio Grande, curtindo uma saída de missa – pois nada é mais estilo do que saideira de missa – quando a cigana muito da mal vestida chegou:

Quer ler a mão, lindo?

Nem hesitei, fui logo estendendo a palma da minha mão como quem dissesse “Ó, come por trás mas pega no pau, por favor”, e cigana, que não é boba nem nada foi logo lendo as minhas linhas todas.

Você vai ser muito feliz…

Que tipo de pessoa não gostaria de ouvir isso? Todo mundo quer ser feliz. Até mesmo Hitler queria ser feliz e, aposto que ele também queria que os judeus que ele matava fossem felizes. Só que os malditos judeus nunca fazem nada certo. Aí a culpa não é nossa, né. E a cigana continuou na mão:

Uma boa notícia chegará.

Isso que excelência em atendimento ao cliente. Imagina dizer pro cara que ele vai morrer dali 4 dias ou que um câncer fulminante vai pintar na semana que vem. Creio eu que a cigana não iria receber muito dinheiro com isso. Mas “uma boa notícia chegará” deixa todo mundo feliz e disposto a pagar os trocados que custa uma leitura de mão.

Prestando atenção na leitura de mão de uma garota ao lado, constatei que as ciganas ainda sabem falar uma 4ª frase chave que, parece, lhe rendem um bom dinheiro. É a:

Você vai conhecer o homem da sua vida.

Aí não há gordinha que resista.

Feliz 2008!

Postado em 6 de fevereiro de 2008

Finalzinho de ano mais atribulado, sô.
Logo mais começo a escrever sobre as minha férias de 2 meses junto ao sol, música reggae, maconha e muitos, mas muitos, clichês de verão.

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Por enquanto apreciem Zúlia, mulher de Nikos.



Este é o blog de Gabriel Von Doscht, um rico empresário que largou tudo para se dedicar ao seu verdadeiro dom: fazer pulseirinhas.