¿dequejeito?

Liga pra mim, pro celular

Postado em 12 de abril de 2007

Vou lhes contar a história de como fui ameaçado de processo por duas vezes, em menos de 20 minutos, por dois motivos diferentes.

Sou dono de um site que divulga eventos aqui na minha cidade. Lá pelas seis da tarde o meu celular toca, olhei na tela e o prefixo era de São Paulo. Pensei ser alguém do UOL, para quem trabalho como freelancer, mas não. Era um homem que não lembro o nome, dizendo ser advogado criminalista do Banco *********.

Nota: Vou usar asteriscos no lugar do nome do banco, pois quero esperar eles ligarem de novo para eu poder gravar a ligação.

O camarada me ameaçou de processo por causa de um evento que estava no meu site que informava que uma festa aconteceria no prédio do Banco *********.

Óbvio que não seria dentro da agência bancaria, mas sim no prédio onde fica o banco. Mas o cara não entendeu isso e me ameaçou horrores, fazendo uma puta pressão psicológica para que eu cancelasse a festa. Mas, porra, meu amigo. Eu só estava divulgando, eu não organizei nada. E por mais que eu tentasse falar isso, ele não entendia.

Até que rolou um diálogo pérola que jamais esquecerei:

— O senhor, por favor, não modifique a página em que o evento está sendo divulgado.
— Não?
— Não, pois ela serve de prova para que o senhor possa ser chamado para depor.
— Mas se eu apagar? – perguntei já com a mão no botão “deletar”, obviamente.
— Aí o senhor não terá como prestar esclarecimentos, já que não terá nenhuma ligação com o caso.

HAhaha. A OAB precisava ler isso.
Então deletei a parada e me despedi do advogado, bem cordialmente. Ele foi bastante simpático quando notou que eu estava colaborando. Fim do telefonema.

Nota: Agora, uma coisa que vocês precisam saber é que eu só divulguei essa festa por que a banda que iria tocar no evento era a minha banda.

Então, uns 15 minutos depois da primeira ligação o meu celular novamente toca e na tela lá está o mesmo número de telefone. Pensei que era o advogado apavorado por eu ter deletado a página sobre o evento do meu site. HAhahaha. Mas não!!! Era uma advogada do Banco ********* que não sabia que eu já tinha levado uma ameaça há poucos minutos.

— Senhor Gabriel?
— Sim, sou eu.
— O senhor é responsável pela banda Os Vilsos?
— HAHAhaha. Responsável? (rindo muito) É, digamos que sim. – como se na banda tivesse alguém responsável.
— Sou advogada criminal do ********* e…

Bom, daí veio toda a ladainha novamente, só que desta vez o advogado era mulher e tava muito mais ignorantemente hostil, fazendo ameaças constantes e não deixando eu esclarecer a situação. E desta vez eles queriam incriminar a minha banda por TER ACEITADO TOCAR NO EVENTO.

Sim, meus amigos. Eu expliquei de novo que não era organizador da festa e que a banda só tinha aceitado tocar no evento e nada mais. Então a advogada disse que eu deveria tirar a propaganda da agenda de shows no site da banda e do fotolog da mesma, pois lá haviam várias citações sobre o tal evento. Para evitar maiores confusões eu avisei que apagaria todo conteúdo em que o evento era citado.

Tá. Agora a conclusão.
Até pode ser que a divulgação da festa tenha se expressado mal, pois a mesma não iria ocorrer no banco, mas sim no mesmo prédio onde o banco está localizado. Tudo bem, só que o que eu porras tenho a ver com isso?

O pior é que nem me deixaram explicar isso, pois falavam tri-rápido e ameaçavam mais rápido ainda. A pergunta final é: Posso processar esse povo por assédio moral ou coisa do tipo?

Este é o blog de Gabriel Von Doscht, um rico empresário que largou tudo para se dedicar ao seu verdadeiro dom: fazer pulseirinhas.

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