Dequejeito » 2007 » dezembro

¿dequejeito?

Aids seria melhor

Postado em 7 de dezembro de 2007

A terrível doença que tomou conta de mim na semana passada deixou seqüelas. Além do pé torto e da irritante dor no joelho, também estou, aliás, não estou, com nenhum resquício de voz. Totalmente afônico.

Eu sei que pode até ser normal perder a voz por uns dias, mas eu já não falo nenhuma palavra há 3 semanas e cada vez mais sinto que perdi minha voz para sempre.

Alguém aí conhece algum assunto relacionado, sobre alguém que ficou mudo por causa de uma gripe?

Infância

Postado em

Não é porque eu pensava que possuía super-poderes que eu era uma criança especial. Cresci numa fazenda, em uma cidade muita pequena do interior. Meu pai era fazendeiro e minha mãe cuidava da casa. Nunca deixaram que nada me faltasse.

Cresci feliz, apaixonado por esportes, pelas coisas simples da vida e pela fazenda. Não demorou muito e comecei a desenvolver uma grande paixão pela literatura e o jornalismo e, é claro,  a destreza de virgular frases com extremo bom gosto.

O fascínio pelas letras me fez participar do Concurso Municipal de Soletração de Oxítonas, o qual me rendeu o primeiro lugar por soletrar, de olhos vendados, a palavra J-A-V-A-L-I.

Prêmio este que me foi retirado, por causa das outras crianças que atribuíram minha vitória ao uso dos meus super-poderes inexistentes. Lembro que tentei  convencer o júri de que eu não tinha nenhum super-poder, que tudo não passava de uma lenda. Eles me deram um voto de confiança e, junto, mais uma chance de soletrar.

Agora eu deveria soletrar, ao lado de uma pedra de criptonita, a palavra A-R-R-O-Z, mas infelizmente e obviamente, não tive sucesso. Não por causa da esverdeada pedra que estava ao meu lado, mas sim por causa do meu defeito na língua, que me impossibilita de falar palavras que contenham a letra “R”.

Heroes

Postado em 5 de dezembro de 2007

Eu tenho uma lembrança muito real da época que eu era criança. Eu pensava que podia voar. Devo ter sonhado com isso e acordado pensando que era verdade. Cresci com isso na cabeça, pensando que eu podia voar.

Quando eu tinha uns 10 anos, amarrei um cobertor ao redor do pescoço e subi no último degrau da escada que tem na entrada da minha casa. Então pulei…

O peso do cobertor fez eu cair feio no chão (não no sentido que eu era bonito e quando cai fiquei feio, mas sim no sentido da queda ter me provocado dores) e eu acabei cortando um pedaço da minha língua. Por isso, até hoje eu tenho problemas para falar certas coisas. Possuo uma espécie de língua presa que não é chiada. É tipo o preço que eu paguei pelo trauma de tentar voar. É o meu “super poder”.

O casamenteiro

Postado em 4 de dezembro de 2007

E tem uma amiga minha, que no desespero de meio de ano, fez uma simpatia para Santo Antônio que consistia em pingar sete gotas de cera de vela num copo com água. Segundo a crença, a cera formaria a letra inicial do nome do seu futuro marido.

E não é que deu cê cedilha.



Este é o blog de Gabriel Von Doscht, um rico empresário que largou tudo para se dedicar ao seu verdadeiro dom: fazer pulseirinhas.