¿dequejeito?

O meu tio e seus três sovacos

Postado em 22 de maio de 2007

Há alguns anos o Vitor, amigo antigo que já não tem mais um blog, e eu, estavamos devidamente embriagados na madrugada paulista. Tinhamos ido à um show da Wonkavision na Fun House e na saída começamos a fazer rimas sem sentido sobre um recatado senhor que possuia um sovaco a mais do que o resto dos seres humanos.

Finalmente, anos depois, consegui achar gente louca o suficiente para me acompanhar nessa empreitada e reproduzir esta tenebrosa, pra não dizer ridícula, canção.

httpv://www.youtube.com/watch?v=JIF-llfiLVA

Temos aí, o John na guitarra, eu no vocal, A Cintia no baixo e o Quindim (que não tem blog nem flog, afinal é um baterista) na bateria. Com direito a erros, desafinamentos e citações com nomes de vizinhos meus, que nunca estiveram presentes na letra original.

É a vida!

Postado em 18 de maio de 2007

Noite passada, lá pelas 5 da matina, acordei, virei pro lado, cutuquei a Cintia e perguntei:  “Será que algum homem já se masturbou pensando em mim?”. Ela me mandou tomar no cu e eu continuei com a minha dúvida.

Pobre surdo-mudo

Postado em 16 de maio de 2007

Ontem eu estava dando uma banda no centro daqui da minha cidade, quando que uma cena me chamou a atenção. Quatro surdos-mudos, que batiam boca numa discussão ferrenha, vinham em minha direção.

Parei e fiquei observando os quatro indivíduos. Dois deles permaneciam “calados” enquanto que os outros dois gesticulavam agressivamente um contra o outro. Teve até um momento em que um dos surdos-mudos se virou de costas para o outro cara, para não ver os gestos que este fazia. O outro ficou muito puto e começou a gesticular uns sinais estranhões que, creio eu, significavam “Olha pra mim enquanto eu to falando”.

gestos

Bom, os caras estavam gesticulando loucamente um para o outro, com os nervos a mil, enquanto caminhavam em direção de um carro (que estava com a porta amassada). Então os caras chegaram nesse carro discutindo e entraram nele, ainda discutindo.Só que um dos caras ficou pra fora do carro. E ele batia na porta e ninguém lá dentro “dava ouvidos” para ele, pois além de surdos também estavam brigando por gestos. Então o surdo-mudo motorista deu a partida e arrancou com o carro. E o surdo-mudo que ficou do lado de fora começou a correr atrás e gritar (daquele jeito que os mudos gritam), mas infelizmente os surdos-mudos que estavam dentro do carro não ouviram os gritos de desespero e foram embora, deixando para atrás o companheiro.

Pobre surdo-mudo. =(

Traindo o Pedro

Postado em 15 de maio de 2007

Depois de muitos anos cortando o cabelo no Pedro, decidi que era hora de experimentar novos cortes e me aventurar no mundo dos cabeleireiros normais. Na procura por um salão baratinho, achei uma mulher que cobrava 6 reais pelo corte.

Entrei no salão e fui logo encaminhado ao setor de lavagem, onde meu cabelo foi lavado com os mais baratos shampoos existentes. Logo depois a mulher me pediu para ir até a cadeira. Fui lá, sentei. Então a mulher me perguntou:

— Vai cortar o que?

Como assim “VAI CORTAR O QUE?” ? As unhas é lógico que eu não vou, né minha amiga. Se eu entrei aqui num salão de corte de cabelo, lavei meu cabelo, sentei aqui nessa cadeira de cortar cabelo, eu vou cortar o que? Já sei… vou cortar este fio puxado do meu casaco. Odeios quando eles puxam, fica feio. Ou melhor, vou cortar a energia elétrica da minha casa. Sabe como é, eu esqueci de pagar a conta e nada mais justo do que eu vir até aqui no salão e cortar a energia, pois sou um cidadão muito ético, sabe… É claro que não. Eu quero cortar o cabelo, porra. A porra do cabelo, deusdocéu.

Mês que vem eu volto pro Pedro.

A arte de contar histórias

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Contar uma história é fácil, o difícil é terminar ela.
Sempre que eu vejo que um final vai ser sem graça, meto logo a piada do “sorvete de creme” e tcharam, salvo o texto. Mas nem sempre isso acontece, as vezes eu nem termino o texto, apenas finjo que vai ter uma segunda parte e acabo a história pela metade mesmo, deixando o resto para o nunca.

O Ronald, por exemplo.
O Ronald sempre termina as histórias dele, né. Porém ele tem o defeito sinistro de inventar finais muito ruins, A história sempre tem um começo bom, um meio bom, mas o final, o final cara, é uma merda.

Em fevereiro passado estavamos eu e Ronald Rios dentro de um coletivo, no Rio de Janeiro, enquanto o mesmo era assaltado. Os assaltantes, muito educados, requisitavam todas as carteiras, celulares e relógios.

— Vamo logo com isso, pau no cu.
— (…)
— Passa o relógio, porra.
— Eu.. eu não uso relógio. – respondeu o Ronald.
— Como não?
— Senhor Ladrão, deixa que eu explico. – intrometi.
— Pois fale.

Então eu expliquei que o Ronald tem alguns problemas mentais e por isso a mãe dele não o deixava usar relógio, celular ou carteira com dinheiro. Pois sabe como são essas coisas: nunca se pode confiar em aidéticos, deficientes mentais e judeus quando se trata de bens materiais. Porém Ronald era uma espécie de Forrest Gump da Vargem Grande, ou seja, um belo contador de histórias.

— Então esse retardado aí vem com nós.
— Como? – perguntei ao assaltante.
— Ele vai pro morro com nós e vai trampar lá.
— Mas, senhor ladrão…
— Mas nada! Nunca saí perdendo num assalto. Não vai ser hoje que vou voltar pra casa com as mãos abanando.

Então o Ronald foi obrigado a subir o morro com os marginais, a fim de prestar serviços à sociedade. Como fiel amigo que sou, não me intrometi e deixei o Ronald descer daquele ônibus e cumprir o seu destino.

Chegando no morro o Ronald ganhou um uniforme e o apelido de “Tio Ronald”. Sua função era contar histórias para as crianças da comunidade, sempre sob a supervisão de um adulto devidamente armado e pronto para encher de bala o frágil corpo de Ronald, caso suas histórias não agradassem os pequenos infantes.

Continua…

Apostando em cavalos

Postado em 14 de maio de 2007

Certa vez eu fui no Jockey Club ver as corridas. Um tio meu, que me acopanhava, disse que as corridas só tinham graça se envolvessem cinco coisas:

1) Cavalos
2) Mulheres
5) Dinheiro

Então eu e ele fomos à apostas.
Apostei todo meu dinheiro num cavalo chamado “Favos de Mel”, de número 4, era o azarão. Se existe uma coisa que eu aprendi em filmes, essa coisa é apostar nos azarões. Bom, outra coisa que eu aprendi nos filmes é a como colocar um ombro deslocado no lugar usando somente a arquitetura local, mas isso é uma outra história.

Meu cavalo não decepcionou sua fama de azarão e foi rigorosamente o último colocado, me fazendo perder todo o meu dinheiro. Mas não baixei a cabeça e fiz o que todo homem com moral e hombridade deve fazer numa ocasião dessas: Roubei uma loja de armas e disparei sete vezes contra aquele cavalo cretino.

Na cadeia foi diferente.
Os detentos já estavam me esperando felizes, pois parece que na cadeia eles não perdoam crimes como esse, contra os animais. Por isso os carcerários me deram uma cela especial, com papel de parede azul e uma aparelho televisor para me acompanhar naquela jornada.

Os dias se passavam e eu já não aguentava mais estar preso à aquela vida. Então, na terceira noite de prisão recebi um novo companheiro de cela. Era o Favos de Mel, que havia sido preso logo depois de deixar o hospital veterinário. Pelo que me contou, Favos de Mel estava envolvido numa rede de corrupção nas corridas, e era obrigado a chegar sempre em último lugar para que os grandes chefões da máfia jockeyclubista pudessem faturar milhões.

Bem que eu podia imaginar: Um azarão nunca chega em último. Mas naquele momento (e agora ainda) aquilo era passado e não mais me importava. A minha nova meta de vida era conseguir o perdão de Favos de Mel.

— Então, meu companheiro, equino. Sabes quem sou?
— Você? Não, amigo. Quem és?
— Sou o responsável por esta cadeira de rodas que usa.
— Óh, meu Deus. Você que atentou contra minha vida?
— Sim, quero lhe pedir perdão.
— Perdão pelo que?
— Por ter disparado sete tiros em você, pobre animal.
— Sete tiros?
— Sim, e te colocado nessa cadeira de rodas para cavalos.
— Cadeira de rodas? Cavalos?
— É, porra! Tá maluco, Favos de Mel?
— Você que tá. Não to lhe entendendo.
— Como não?
— Eu não sou um cavalo, amigo.
— Não? Como que não?
— Não. Eu sou um vendedor de sorvetes, cacete.
— Sorvetes?
— Sim, isso aqui é uma sorveteria.
— Hum… Tem de creme?

Mentira!

Postado em 11 de maio de 2007

Opa, meu querido. Não, não. Fresno e My Chemical Romance não.
Esses cara aí, My Chemical Romance, eu vi uma vez o clipe deles na MTV em que um bando de japonês fã de anime ficava rodopiando com uns guarda-chuvas num velório. Então pensei: “Será que precisa de faculdade pra montar uma banda assim?”.

E o Fresno. Dia desses teve um show deles aqui na minha cidade e no cartaz estava escrito bem grande: “Fresno – a banda com a maior comunidade do Orkut“. Tipo… isso é sério? Nego realmente dá valor pro Orkut? Porque se sim, eu vou ter que mudar meus conceitos, pois essa tal de web 2.0 deve ser uma maravilha mesmo. Até banda alavanca.

Já me vejo numa banda de sucesso. Se chamará “No Escuro” e terá um clipe com guarda-chuvas, velórios e, quem sabe, até um triângulo, pois o numerólogo disse que triângulos dão uma vibe boa.

Começando

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Então pessoal. Bom dia pra todo mundo.
Liv, Ronald e Chico. Prazer em vê-los.

Vocês viram que os deputados aproveitaram a vinda do Papa para votar aumento dos seus próprios salários? É lastimável. Eles fizeram o mesmo na Copa do Mundo. Tava todo o povo besta prestando atenção nas meias do Roberto Carlos e o plenário rendendo altas granas.

Eu também tô nessa. Aproveito a vinda do Papa pra dizer que sou fã de Fresno e de My Chemical Romance. Ninguém vai ler mesmo. Tudo as pimpa maravil.

Dor de cabeça

Postado em 8 de maio de 2007

Então eis que ocorreu um festival de filmetinhos patrocinado pela Neosaldina. O tema é Dor de Cabeça. Eu e o Ronald fizemos um roteiro e, com a ajuda da Badalhoca, rodamos a porcaria. O regulamento diz que os 10 vídeos mais votados serão finalistas e o pessoal da Neosaldina vai escolher o melhor e premiar com 5 mil reais.

Então, em tese, para ter chances de faturar a grana basta estar entre os 10 mais votados. Só que no Brasil a internet ainda é coisa de pobre e neguinho já deu jeito de fraudar a votação. Tem vídeos que não foram vistos nem 10 vezes e já tem uns 800 votos. Aí brochamos, né. Mas como a gente já tinha feito todo mini-filme, resolvemos colocá-lo lá mesmo assim.

Então, se puder, meu amigo ou amiga, por favor nos presenteie com um voto. A massa funkeira agradece pois com o dinheiro do prêmio a gente vai financiar um longa metragem chamado “O cubo”, sobre pessoas presas dentro de uma misteriosa caixa mortal. Sucesso hein.

Malomen: O Filme

Postado em 5 de maio de 2007

Os visitantes mais atentos devem ter notado o meu garboso bigode ilustrando a imagem do topo deste blog. Na verdade este é Frank Malomen, um policial que defende as cores (verde e ciano) do departamento de polícia de Carazinho, distrito de Miami, no estado do Rio Grande do Sul.

malomen-chefe

Malomen vê sua vida ser destruída quando seu companheiro de patrulha, um cachorro que não sabe andar chamado Zorrilho, é morto por um homem que ele acredita ser um nazista. Então Frank Malomen decide ir em busca de vingança.

malomen-malomen.jpg

Ontem, no primeiro dia de gravações, filmamos o diálogo que Malomen tem com seu chefe, que está muito puto porque o Malomen matou, sem querer, o presidente Kennedy. Até o final do mês pretendemos finalizar a bagaça toda. O roteiro é meu e do Ronald, baseado no personagem criado pela Cintia.



Este é o blog de Gabriel Von Doscht, um rico empresário que largou tudo para se dedicar ao seu verdadeiro dom: fazer pulseirinhas.