¿dequejeito?

Um sonho muito louco de verão

Postado em 16 de março de 2006

E o Serginho Moreira um dia me processa pelo roubo de títulos…

Acabei de acordar deste aqui.
Não sei como, eu tava no Rio de Janeiro e tinha que voltar pra casa. Eu já havia comprado a passagem Rio de Janeiro – Carazinho e o ônibus partiria as 18:17h e então, olhei para o meu relógio e constatei que já eram 18:00h. Eu jamais conseguiria chegar a tempo na rodoviária, sem correr.

Mas eu ainda tinha que passar no apartamento do Thomas, meu amigo. Ele morava no 6º andar de um prédio e pra não perder o elevador após a breve visita, eu coloquei um chinelo prendendo a porta do mesmo, pra que quando eu voltasse o elevador ainda estivesse lá.

Bom, então falei com o Thomas, me despedi. Ganhei uma mochila de presente, era bege. Bem feia, por sinal. mas era presente e até mesmo nos sonhos devemos ser falsos para não magoar as pessoas. Logo que sai do ape do Thomas, passei no ape do Babão, outro amigo meu que era vizinho de andar do Thomas.

— Ôh, Babão. Tá afim de ir comigo até a rodoviária?
— Pô, beleza. Vou sim.
— Só que eu já to atrasadão. Tem que ser depressa.

O Babão prontamente saiu correndo e fomos até o elevador, que não estava mais no andar. Algum marginal filhodaputa havia tirado o chinelo que segurava a porta e o elevador se foi. Teriamos de chamar o elevador novamente, e isso me atrasaria ainda mais.

Então o elevador não chegava nunca e eu fui ficando impaciente e o Babão começou a brincar com a porta do elevador. Ele abriu ela e ficou colocando um dos pés para dentro, fingindo que ia entrar.

— Ó, to indo.
— Para com isso, meu.
— Vou ir, ó. Ó.
— Porra, cara. Cuidado. Vai cair aí, cacete.
— Haha. Ó.. ó… Vou en… aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhh!!!!

(…)

— Babão!!!! Babão!!! – gritei em pânico total.
— aaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhh!!!!
— Babão? – gritava eu.
— Tô aqui.
— Tu tá legal, Babão?
— Mais ou menos. Consegui me segurar num esquema aqui na parede.
— Aguenta firme, cara.
— Me ajuda. Tá doendo – gritava o Babão.

Então eu avaliei bem a situação. O Babão numa idiotice havia voado alguns andares abaixo e agora lutava pela vida, pendurado em alguma coisa qualquer que achou pelo caminho. Pensei por alguns instantes e, com calma, gritei na escuridão do poço do elevador:

— Babão, é o seguinte: Farei uma coisa…
— Tá.
— Eu vou descer pelas escadas…
— Tá.
— E vou embora, porque to atrasadão.
— Hã?
— Cara, grande presença. Próxima vez que eu pintar no Rio de Janeiro vamos marcar uma cervejinha, valeu. Aquele abraço, parceria.

E fui embora pegar meu ônibus.

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Este é o blog de Gabriel Von Doscht, um rico empresário que largou tudo para se dedicar ao seu verdadeiro dom: fazer pulseirinhas.

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