¿dequejeito?

Hey Ho! Let’s Go!

Postado em 29 de novembro de 2006

Sábado passado eu e minha querida banda, a qual ando dando uns peguete no baixista, fomos nos apresentar (a gente não faz show – só se apresenta) na cidade de Victor Graeff, conhecida mundialmente pela bela Praça central e suas esculturas feitas nos arbustos, tipo Edward Mãos de Tesoura.

Chegamos lá ainda de tarde e ali já notamos que o negócio iria ser sinistro, visto a quantidade de punks com camisetas do Ramones na frente do local.

Mas beleza, vamos nessa – pensei eu, os caras são punks mas nem por isso vamo deixar de tocar nossas canções, mas por vias das dúvidas reúni a banda e pedi para tirarmos do repetório algumas canções mais lentas e algumas outras com letras meio “gays”. Bom, o repertório tinha 17 canções e, acabada a breve reunião, sobrou apenas 5 músicas no set list.

No evento iriam tocar umas 8 bandas, todas punks, exceto a minha banda, que toca uma mistura de new wave, bob dylan e dance. E a minha banda seria a penúltima a tocar na noite.

Todas as bandas que tocaram antes de nós tiveram uam coisa em comum: nenhuma tocou sequer uma canção dos ramones. Creio eu que um deixou pro outro, outro deixou pro um e, ao final, ninguém teria tocado nada dos Ramones, a banda punk mais adorada do reduto, pelo que vi nas camisetas.

Então minha banda entrou no palco sob um forte coro de “Ramones! Ramones! Ramones!”. Pensei que seria bonito, antes de iniciar o show, trocar umas palavras com o público, a fim de prepará-los para o que estava por vir. Então eu disse: “Olá, somos Os Vilsos, de Carazinho e só sabemos tocar cinco músicas. E as cinco são uma merda“.

Alguns punks riram, pensando que eu estava fazendo uma piada. Mas não demorou alguns segundos para eles notarem que não era piada nenhuma e que a gente não sabia tocar mesmo. Ao final da primeira música do repertório o organizador do evento subiu no palco e falou no meu ouvido: “Nem esquenta, cara. Toquem uma dos Ramones que o povo vai adorar vocês“. Bom, dito e feito. Anunciei a próxima música.

— Vocês gostam de Ramones, né?
— YEAH!!! – em uníssono, respondeu a platéia.
— Então como é que é?… Hey!…
— Ho! let’s go! Hey Ho! let’s go!…
— Beleza, então vamô tocar um Ramones.

A galera veio abaixo de emoção e então a gente começou a tocar uma música do Musical Terceira Dimensão, chamada Vou Pra Santa Catarina.

A resposta do público não foi muito boa. Alguns rojões e garrafas começaram a pipocar no palco. Mal tinhamos chego no refrão da música e o baterista já tinha levado umas três garafadas na cabeça. E mesmo com um rojão estourando do meu lado e eu ficando cego por alguns minutos, conseguimos tocar a canção inteira sem que ninguém tivesse morrido.

Depois disso os rojões continuaram a chegar, as garrafas a quebrar e, os punks indignados, a nos ameaçar. Mas para nós as apresentações são sagradas e por isso continuamos até o final da quinta música, sem titubear.

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Nessa hora o público já estava um pouco irritado, e durante a letra da última música eu cantei alguns códigos secretos que poderiam parecer gemidos, grunidos e “allrights” para ouvidos desatentos, mas o pessoal da minha banda sabia que aquilo tudo significava somente uma coisa: “Vamos quebrar o vidro da janela que está atrás de nós e fugir por ali“.

O John, o guitarrista, interveio ainda no meio da canção, com backings vocals em forma de grunidos, gemidos e “yeah, babys” que, para ouvidos desatentos, poderiam parecer grunidos, gemidos e “yeah, babys” mas para a banda aquilo significava: “E os instrumentos? O que vamos fazer com eles?

Então eu dei um basta nos grunidos e gemidos e falei, ainda no meio da letra da canção: “Foda-se os intrumentos. Simbora fugir, macacada!”. E nisso eu me atirei na vidraça que se localizava atrás do palco e caí exatamente em cima da nossa Van, que nos esperava lá fora. Os demais membros da banda fizeram o mesmo.

Fomos embora rapidamente, rumo à Carazinho, deixando para três todos os nossos intrumentos, que foram rapidamente confiscados pelos punks que subiram no palco e tocaram “Pet Cemetery”.

Alegria Alegria

Postado em 24 de novembro de 2006

Hoje é sexta-feira.
Dia de tomá uma ceva e fumá unzito.

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Dedicado à quem entende…

Postado em 23 de novembro de 2006

— Cara, aqui é a sorveteria?
— Sim, pois não?
— Tem de creme?

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Entrevista com DOSCHT

Postado em 17 de novembro de 2006

Nunca pensei que esse lance de ser um rapper famoso iria dar tão certo. O pessoal tá me adorando e a música “Na cadeia é diferente” tá virando o novo hype do verão. Meu empresário me contou que possivelmente vai rolar um contrato com a marca de cerveja SOL para uma campanha que envolve rap, cerveja e cabras. Não entendi muito bem a qualé das cabras, mas não dá nada. Tô feliz.

:: Website oficial do Doscht

No começo da semana rolou uma entrevista comigo, no Programa Tic Tac da TV Noronha, afiliada da Rede Globo em Fernando de Noronha. Pena que cortaram os palavrões que eu disse. Veja:

httpv://www.youtube.com/watch?v=igwNNBc5-aY

E manja essa apresentadora aí?
Tô comendo.

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Na cadeia é diferente

Postado em 14 de novembro de 2006

Como eu já havia lhes contado, ingressei no mundo do Hip hop e gravei uma canção chamada “Na cadeia é diferente”, que narra as dificuldades que um presidiário passa meio à violência e corrupção que engloba o sistema carcerário brasileiro.

A letra pode parecer um pouco complexa, mas para surpresa de todos envolvidos neste projeto, no final de semana de estréia minha música foi TOP 50 em 2 das 10 maiores rádios de Fernando de Noronha. E hoje finalmente o meu site ficou pronto.

O site está bem legal, apesar de eu não concordar com algumas coisas escritas lá. Mas o meu produtor disse que a galera vai se amarrar no clima violento da coisa.

O meu novo nome artístico também foi um pouco mudado. O pessoal da gravadora achou “Gabriel” um nome meio gay… propus então que usassemos o meu apelido, mas eles também acharam “moskito” um tanto gay. Por isso o nome escolhido foi DOSCHT, por causa da força que ele conota. E também por que ele significa “força” em russo. Infelizmente DOSCHT também significa “gay” em Polonês, mas como não pretendemos lançar o meu trabalho na Polônia, está tudo okay.

WWW.DEQUEJEITO.COM.BR/DOSCHT

Bom, confiram o site, ouçam a música, vejam o clipe e disseminem meu trabalho pela internet, pois tenho muito o que falar e ninguém vai me calar. Yo, nigga!

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Hip hop, sucesso e um cu

Postado em 9 de novembro de 2006

Muita especulação sobre minha última sumida do mundo dos blogs. Algumas pessoas ligaram este fato diretamente com meu problema hemorroidal, mas certifico-lhes que nada tem a ver o cu com as calças.

Em virtude de um dos últimos textos aqui publicados, consegui um contrato trinquenário (treze vezes um milhão) com um famoso selo de hip hop e na semana que passou entrei em estúdio para gravar uma canção chamada “Na cadeia é diferente”, que narra como é dura a vida de um presidiário aqui no Brasil. Não que eu já tenha sido presidiário, mas o produtor me garantiu que o pessoal vai se amarrar tanto na letra e na levada do rap que não vão nem prestar atenção pro fato de que sou branco e playboyzinho.

A canção já está pronta mas ainda não foi colocada pra rodar nas rádios por motivos relacionados a marketing, que eu não sei explicar. Nos próximos dias falo mais sobre isso.

Sobre a hemorróida… Visitei um especialista que me garantiu que meu problema é de cunho psicológico, tipo uma gravidez psicológica, só que ao invés de um bebê eu tenho umas varizes. Como não existe tratamento para meu problema o médico decidiu fazer uma operação psicológica na minha hemorróida.

Foi tudo bastante real, eu deitei numa maca, tinha enfermeiros e toda uma equipe para a operação na minha volta, os equipamentos eram todos muito modernos, porém nenhum foi usado, já que se tratava de uma hemorróida psicológica. A operação durou 7 horas e meia e foi um sucesso, saí do hospital sem dores e caminhando sem nenhuma dificuldade. O único pesar foi perder um capítulo da novela Cobras e Lagartos.

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Este é o blog de Gabriel Von Doscht, um rico empresário que largou tudo para se dedicar ao seu verdadeiro dom: fazer pulseirinhas.