¿dequejeito?

O Blog Day

Postado em 31 de agosto de 2006

Hoje, 31 de agosto, é o mundialmente desconhecido Blog Day e como parte do enredo da coisa, é tradição que cada blogueiro linque outros cinco blogs que admira. Então aí vai meus cincos blogs preferidos no mundo todo.

1. Vai Trabalhar, Vagabundo
O Chico é o rei da blogolândia. Desenvoltura nota dez.

2. Vida Mais ou Menos
Um dia eu chego aos pés do Daniell… e lhe passo uma rasteira.

5. Meu nome é Regina
O que é a privacidade da gente, não é mesmo?

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Gugu na minha casa

Postado em 24 de agosto de 2006

Sabem aquele quadro do programa Domingo Legal em que o apresentador Gugu visita a casa das pessoas e procura por objetos aleatórios em troca de dinheiro? Sim, é o Gugu na minha casa. Pois é…
Há uns quatro anos minha mãe começou a assistir este quadro. Alguns meses depois ela começou a desenvolver um comportamente estranho. Há um ano a coisa explodiu na cabeça dela e agora ela é uma viciada em Gugu na minha casa.

Parece complicado, mas eu explico.
Minha mãe desenvolveu uma doença psíquica em que se sente segura em casa somente quando compra itens que o Gugu pede aos participantes do quadro. Ou seja, se o Gugu, no seu programa, pede um copo azul e na minha casa não existir um copo destes, a minha mãe imediantamente compra um. A explicação dela é sempre a mesma: “Imagina se o Gugu vem aqui e nós não tivermos o que ele pedir. Vamos perder 200 reais”.

Por isso a minha casa começou a se tornar uma espécie de depósito de objetos esdruxulos. Há alguns meses o Gugu pediu um tambor de banda marcial para uma dona de casa que participava do quadro. No dia seguinte o tambor estava aqui em casa.

Eu não assisti o programa de domingo passado, mas há alguns minutos estacionou, na frente da minha casa, um caminhão enorme e agora uns caras marombados estão descarregando uma estátua de concreto do Fidel Castro e colocando ela no jardim, ao lado da jaula da jaguatirica.

Esse Gugu está indo longe demais.

TOP 5 Comentários Idiotas

Postado em 22 de agosto de 2006

Saudades, meu povo. Eu até já estava sentindo falta das confusões, mas aqui estou para avaliar a situação da última semana. Como quase todos sabem, basta o Cocadaboa citar este blog que uma cambada de freak punheteiro vem parar aqui afim de se achar inteligente e afrontar a sociedade na internet. Dessa vez não foi diferente. Lhes apresento o TOP 5 comentários mais idiotas da semana.

5. Vindo do cocadaboa
mamigo, para de enxer o saco lá no cocadaboa.. rái te fudéeeeer

Resp.: Como se alguém tivesse implorando pra ser linkado. Melhor morrer sem visitas do que herdar uma cambada de mané que paga 10 reais num adesivo e quer ter moral.

4. Sincero
Eu vim de um link do Cocadaboa também. Porém, eu já conhecia o teu blog, mas não achava grande coisa. Já agora, que você foi citado pelo que já foi um dia grande, Mr Manson, mudei de opinião.

Resp.: Já comprou o adesivo?

1. INDIGNADO
pouts… que fraco esse post cara!
só vim tbm por causa do cocadaboa mas nem volto aki tbm!!!
o que a gente tem a ver com a sua vida? se vc vai tocar teclado ou saxfone, viola ou baixo é problema seu!!!
argh!!!

Resp.: Ué. É UM BLOG, retardado.
Tu quer que a gente fale da TUA vida?

Coelho-Lingüiça 14

Postado em

E na terça-feira todo mundo fica ligadinho no personagem mais carismático das tirinhas mundiais. Muita emoção, alegria e aventura em apenas uma tirinha de desenho. Feita por 3 desenhistas profissionais e animada por 7 roteiristas de renome róliudiano, o Coelho-Lingüiça chega para acabar com o marasmo da vida moderna. Muita ação e emoção com a décima-quarta tirinha do Coelho-Lingüiça, só aqui no ¿dequejeito?.

coelho-linguica14

Não há protozoário que resista ao encanto.

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Meu novo emprego

Postado em 21 de agosto de 2006

Me chamaram de louco quando eu disse pro pessoal da escola de arte que eu iria desistir de tudo para virar tecladista de uma banda de baile, mas ninguém conseguiu me convencer de que não valeria a pena. Estava claro naquele anúncio de jornal que era um excelente emprego, com bom salário e grandes possibilidades de evolução dentro do cargo.

Lógico que antes de aceitar eu tive de aprender a tocar teclado. Nada muito difícil pensei. É só apertar bastante nas teclas brancas, de vez em quando nas teclas pretas e jamais no botão vermelho escrito “DEMO”.

O teste do emprego foi tocar, com apenas uma mão, a música “Pai” do Fábio Júnior, enquanto abotoava o colete de veludo com a outra mão. Lógico que tirei tudo de letra e consegui o emprego.

Amanhã vou fazer meu primeiro show na banda. Me deram um repertório de 73 músicas pra estudar em casa. Vai de Tim Maia até Jota Quest, passando por Guns’n Roses e Ivete Sangalo. Também disseram para eu ficar calmo, pois é absolutamente normal errar em duas ou três canções. Eu até que estou calmo para a apresentação, o que me deixa um pouco nervoso é o contrato que diz que terei de devolver o colete de veludo caso eu seja demitido.

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A viagem – Parte 2 de 5

Postado em 16 de agosto de 2006

Há alguns meses eu e minha companheira Cintia viajamos para São Paulo a bordo de um Foker 100 da Ocean Air Lines. Era a primeira vez de ambos em um avião e estavamos afoitos com todo o clima aéreo da coisa.

A fim de aproveitar o máximo o dinheiro que vale uma passagem que, inclusive, eu não paguei, resolvi desfrutar de todas as comodidades que um passageiro pode ter. Tirei foto, reclinei o banco, li jornal, tomei suquinho, comi salgados variados, fui no banheiro, pedi ajuda pra aeromoça, fiz três séries de polichinelos, e… Bem, fiz quase tudo que pode ser feito dentro de um avião, exceto uma coisa: visitar a cabine do piloto.

— Por que você não pede pra ir ver, então?
— Mas será que vão deixar? – perguntei.
— Ué! tenta. – disse minha namorada.
— Não sei, acho que não.
— Aeromoça. Por favor. – gritou minha namorada.
— O que tu tá fazendo, porra? – indaguei.
— Tu vai na maldita cabine.
— Mas…

A aeromoça chegou até nossa poltrona e a Cintia pediu-lhe para me levar até a cabine do piloto. Para ajudar na persuasão ela aplicou na aeromoça que era meu aninversário e eu sonhava ser piloto, mas por uma disfunção no cérebro eu não poderia jamais comandar um vôo. A aeromoça se sensibilizou com a triste história inventada pela Cintia e resolveu me levar até a cabine.

Chegando lá o piloto e os seus ajudantes me cumprimetaram e me desejaram felicidades no dia do meu aniversário. Eu agradeci a oportunidade e tirei algumas dúvidas sobre aviões, tipo “Por que eles voam?”.

— E aquele botão ali, pra que serve? – perguntei.
— Qual botão?
— Esse aí no painel, no canto direito.
— Qual?
— Esse amarelo com uma luz vermelha em cima.
— Botão amarelo? – titubiou o piloto.
— O botão amarelo no painel.
— Que painel?
— Esse painel. Da cabine desse maldito avião.
— Avião?
— É, porra. Avião. – disse eu já gritando e descontrolado.
— Onde tem avião? – perguntou o piloto, olhando pro céu.
— Aqui, cacete. Aqui. – revoltado, gritei.
— Mas aqui é uma sorveteria.
— Sorveteria? – perguntei.
— Sim, sorveteria. Vendemos sorvetes.
— Hmm… Tem de creme?

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Eu já quase comi a Mel Lisboa

Postado em 11 de agosto de 2006

moskito diz:
Saca que eu já quase comi a Mel Lisboa?

Chico Barney diz:
Lá vem história…

moskito diz:
Eu fui no ensaio de uma peça de teatro que ela participava.

Chico Barney diz:
E aí?

moskito diz:
Só que no dia que eu fui, ela não foi.

Chico Barney diz:
Mas então?

moskito diz:
Então eu dei uns catos na mina que fazia o stand-by (ator reserva) da Mel Lisboa, manja?

Chico Barney diz:
Manjo.

moskito diz:
Em tese, se a Mel Lisboa tivesse ido ensaiar naquele dia, eu teria comido ela. É a pura lógica.

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Ajude um blogueiro decadente

Postado em 4 de agosto de 2006

Este blog ficou fora do ar nos últimos dias devido à falta de pagamento do servidor. Como sou cliente antigo do servidor, pedi para que colocassem ele no ar o quanto antes, pois proimeti efetuar o pagamento da minha dívida nos próximos dias.

Então, caro visitante endinheirado. Eu sei que você é dono de alguma empresa ou coisa do tipo e se amarra em vir aqui umas duas vezes por semana pra ler as merdas que eu escrevo. Pois você pode me ajudar. Pague, pelamordedeus, o meu servidor e eu prometo colocar uma banner da sua empresa aqui no topo do blog. Se você não tem empresa, mas tem dinheiro sobrando pra ficar pagando dívidas de blogueiros decadentes, eu também lhe agradeço a ajuda. Posso virar seu empregado, um personal blogger. Você paga meu servidor e eu prometo escrever um texto por dia, durante um mês inteiro.

É só R$ 50,00 o que eu devo.
Quase nada para você. Mas para mim é mais do que eu posso pagar. Meu e-mail é moskito@dequejeito.com.br.

Se eu não pagar o que eu devo, o servidor bloqueará meu domínio e meus e-mails.

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O Tordilho Morto

Postado em 1 de agosto de 2006

Ontem eu fui acordado no meio do meu sono, às 15:30 da tarde, por um telefonema de uma pessoa estranha…

— Alô, Gabriel?
— Sim, quem é?
— É o Dilermando.

Bom, eu não conheço nenhum Dilermando. Até tenho um péssimo hábito de não me relacionar com pessoas que tenham nome começado pela letra D. Mas tudo bem, este tal Dilermando poderia ser um futuro cliente, e eu sempre preciso de dinheiro. Resolvi tratar bem.

— Opa, Dile! Tudo bom?
— É, beleza. E você? – perguntou ele.
— Tudo massa.
— Então, Gabriel… É o seguinte… O que tu acha de nós gravarmos aquela tua música?

Nesse momento tive um espasmo maligno. Eu simplesmente não possuo músicas, logo o telefonema se tratava de um engano. Tive certeza disso quando o tal Dilermando fez a pergunta seguinte…

— Tu ainda tem a música né? Aquela nativista…

Música nativista. Definitivamente era um grande engano. Então um “Você Decide” pessoal começou a ser transmitido na minha cabeça. Minha consciência Tony Ramos me indagava “Sim” ou “Não”. E eu tive de optar pela coisa mais correta a se fazer naquele momento… Ludbriar o Dilermando.

— Claro que tenho, Dilamar. – disse eu.
— Dilermando.
— Ah, sim. Dilermando.
— Pois então… Como tu sabe eu to pra gravar o meu CD.
— Sim, lógico.
— Eu queria saber se tu tá interessado em gravar a tua música. Eu cantaria ela…
— Opa, tô sim.
— Aquele “chamamé” é lindo.
— É a alma gaudéria né, Armando.
— Dilermando.
— Ah, sim. Dilermando.

Nesse momento eu comecei a ficar um pouco apavorado, pois o tal Dilermando tava nuns papos que acabaria me pedindo pra cantar um trecho da tal canção que eu supostamente fiz. Caso ele pedisse para cantar um trecho, eu teria de improvisar o “Chamamé do Tordilho Morto”.

— Mas me diz, Gabriel. Quanto tu me cobra por isso?
— Cobrar?
— É, pela música. Pra eu gravar ela.
— Ah, sim… cobrar…
— Pois é. Faz teu preço.

E ai o Tony Ramos do meu cérebro voltou a se manisfestar e eu tive de decidir entre a coisa certa e a coisa errada. Contar a verdade e esclarecer a situação, explicando o engano. Ou continuar mentindo e levar isso adiante. E, lógico, que eu fiz a coisa que honraria meu falecido pai.

— Tens papel aí, Dile?
— Tenho sim.
— Então anota o número da minha conta no banco…

E assim que começou a minha vida na música nativista.

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Este é o blog de Gabriel Von Doscht, um rico empresário que largou tudo para se dedicar ao seu verdadeiro dom: fazer pulseirinhas.