¿dequejeito?

Desejo de gestante

Postado em 30 de novembro de 2005

Eu, que nunca pedi nada pra nigu?m, venho at? este espa?o suplicar por um agrado. V?rias vezes quase fui for?ado a acabar com o site por causa da grana que tenho que gastar mantendo o servidor e outras coisas. ? de comum acordo que banners publicit?rios n?o me trar?o dinheiro, pelo menos n?o o dinheiro que eu preciso para ser feliz, e que ent?o fica dif?cil manter o dequejeito no ar sem nenhum incentivo.

De uns tempos pra ca um banner pop-up est? aparecendo quando voc?s visitam o blog, mas posso garantir que nada tenho a ver com isso. Esse banner aparece por causa do contador de visitas. E n?o vejo nenhum problema nisso, j? que uso Firefox (um navegador de verdade) e ele bloqueia os pop-ups.

Bom, onde eu quero chegar?
? certo que algum visitante ? rico e tem dinheiro para financiar o sonho de um jovem mo?o do campo que tudo que faz ? alegrar a popula??o por meio de um blog. Esse mo?o n?o ? o KibeLoco, mas sim eu.

Algu?m, pelamordedeus. Me d? um megafone.

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Diálogos com Dona Karla

Postado em 27 de novembro de 2005

Karla diz:
Não acha melhor tirar a parte que fala que vai comer criancinhas? Sempre tem os idiotas que levam a sério e torram o saco…

miskoto diz:
Eu não. Vai que pinta uma criancinha querendo me dar.

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Faculdade – Onde os pintos criam asas

Postado em 25 de novembro de 2005

É chegada a hora de dar adeus a faculdade. Aquele lugar que eu dediquei 5 anos da minha vida, pagando um total de quase 50.000 reais pra aprender menos do que se eu pagasse 800 reais pro SENAC e ficasse num curso técnico de apenas 3 meses de duração.

Mas nem tudo é desgraça. A faculdade é o lugar onde você cria as principais amizades da sua vida. Onde você deixa de pensar em merda e começa a ver que fazer greves e protestos são coisas boas e que tocar o alarme de incêndio fazendo com que a faculdade toda entre em pânico é uma coisa deveras engraçada. A faculdade é o lugar onde os pintos criam asas.

caraleo_asas

Quando eu era menor sempre assistia os filmes em que o camarada ia pra faculdade e comia todo mundo. Pois a faculdade é o lugar onde somente dois tipos de pessoas entram.

O tipo número 1: Pobres desgraçados com crédito educativo que quase morrem pra conseguir terminar a faculdade.

O tipo número 2: Prostitutas que estão na faculdade por que arranjaram um velho rico pra bancar as despesas. E o velho achou que seria um boa idéia se ela fosse fazer um curso superior.

E é exatamente este tipo número dois que paga com sexo pelos trabalhos acadêmicos. E aí que está o grande segredo da frase: “Na faculdade você comerá todo mundo”. Basta ter as manhas e vender seu peixe.

Só que ninguém me avisou que as putas daqui são fiéis aos donos.
E eu não comi absolutamente niguém em todo o meu período acadêmico. E isso que me faz pensar na utilidade de uma faculdade. Pra que a gente gasta tanta grana estudando se isso não te consegue nem uma trepada?

Bom, mas aí que terça eu tava tirando as fotos para colocar no quadrinho da formatura e tal. E tinha que vestir aquelas roupas estranhas e estar penteado e tudo mais. Tinha até uma mulher que fazia maquiagem. Sentei na cadeirinha da mulher e disse: “Pode desbastar nos lados e tirar o volume atrás”.

Eu acho que ela não entendeu que aquilo era uma piada e resolveu se vingar me atochando a cara de base. Meu, eu parecia o Michael Jackson, pois além de não comer ninguém nem com um tribunal tentando provar isso, eu ainda estava com o rosto todo perfeitamente esticado. Sem nenhuma mancha na pele, sem espinhas e cravos, sem rugas, sem pele praticamente. Tudo era uma espessa camada de base cor bege. Mal falar eu conseguia.

— Cara, você tá legal? – perguntou meu colega.
— Ionioniouié – respondi.
— Tá cantando aquela dos Beatles?
— Oá?

Pior é que nem com água a coisa desgrudava da minha pele. Ao chegar em casa a minha mãe nem me reconheceu. Pensou ser algum ladrão com uma máscara de borracha. Só consegui entrar em casa depois de ter falado exatamente que roupa eu to usando no retrato meu que ela tem no quarto.

gauchim

Hoje é sexta e a porra da maquiagem ainda não saiu. Começo a temer pelo pior. Se não bastasse não ter comido ninguém na faculdade inteira, eles querem me vetar de comer alguém na minha vida inteira.

Aí eu entendo o drama do Jackson. Vou partir pras criancinhas.
Já to parecendo um boneco de plástico mesmo.
Vou agradar.

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A fabulosa loja de idéias

Postado em 24 de novembro de 2005

Dia desses eu estava pensando numa maneira eficaz de ganhar dinheiro com alguma coisa que eu realmente soubesse fazer. Até onde eu sei, as coisas que eu sei fazer, não me darão muito lucro no futuro, pois, além de complicadas, as tarefas não atendem a demandas da sociedade.

Foi aí que alguém me disse que eu era a pessoa que mais tinha idéias bestas no mundo que ela conhece. E foi aí que eu tive a idéia: Vou abrir uma loja de idéias.

Basicamente, seria uma sala pequena, em algum prédio comercial do centro da cidade. Paredes brancas, sem nenhuma decoração para atrapalhar além de uma mesa de madeira sem verniz nem pintura, duas cadeiras estofadas cor gelo e um relógio cuco de parede com pêndulo. Eu não teria problemas em pagar o aluguel da sala, pois Idéia é um produto que muita gente precisa e não sabe onde achar.

Eu ficaria lá no escritório da “Fabulosa Loja de Idéias” sentado em minha cadeira, esperando os clientes aparecerem. E quando algum cliente aparecesse, eu olharia pra sua cara e pensaria um pouco. Diria então “São quarenta reais, amigo”. Ele pagaria e então eu lhe daria uma idéia muito fabulosa, do tipo: “Vá, e inicie uma criação de flamingos”.

Pode ser que de início o pessoal não leve tanta fé em mim e minhas idéias, mas com o tempo eles veriam que eu sou um bom idealizador de coisas e elas funcionam. A “Fabulosa Loja de Idéias” cresceria e eu teria muitos clientes que retornariam sempre para comprar mais idéias. Quem sabe escrevesse dois ou três livros contando como tudo começou, minha história, um outro livro de auto-ajuda para pessoas que não tem muitas idéias. Quem sabe um pocket com idéias sortidas que eu já tive, mas nunca vendi para ninguém.

É claro que há de se trabalhar com a hipotese de haver idéias furadas. Uma que outra poderá não funcionar. E se caso a “Fabulosa Loja de Idéias” não dê certo, eu posso desistir de tudo e ganhar dinheiro de alguma outra forma. Idéias não me faltam.

E relógios cuco de parede valem uma boa grana no Mercado Livre.

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Coelho-Linguïça 03

Postado em 22 de novembro de 2005

E mais uma vez o Coelho-Lingüiça da as caras aqui neste humilde site. Como já previsto, toda terça-feira é dia de Coelho-Lingüiça. E ele nunca falha.

As Aventuras do Coelho Linguiça são as tirinhas mais emocionantes da história das tirinhas globais. Uma equipe de 7 roteiristas e 3 desenhistas foi contratada para passar para o papel todo ideal de uma nova era dos cartoons em tirinhas. O Coelho-Lingüiça chega para revolucionar o mercado de tirinhas, com um humor refinado e aventura constante que fará você não desgrudar os olhos da telinha do monitor.

coelho-linguica03

Pura emoção.

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Go Go Pow-lo Borges

Postado em 17 de novembro de 2005

De: Gabriel
Para: Paulo Borges (RBS TV)

Paulo, hoje (quinta-feira) eu estava trabalhando, com a TV ligada ao fundo, estava passando os Power Rangers, um pouco antes do Jornal do Almoço. Foi quando que no meio de uma batalha lá daqueles monstrinhos sem graça tu me surges em minha tela, arrumando os aparelinhos e equipamentos e conversando com alguém da produção. Dizia você: “A gente tem um grande problema aqui” ou algo assim.

Se te referias ao problema com a transmissão, não fique aflito. Não é problema algum. Se tu prometer aparecer sem querer, todo o dia, no meio dos episódios dos Power Rangers, prometo virar fã da série.
Agradeço ao cara que errou o botão e te colocou no ar ao vivo quando não deveria estar. Alegrou meu almoço. Abraço.

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Sessão III – O tratamento de canal maldito

Postado em 16 de novembro de 2005

Essa coisa parece não ter fim e lá fui eu pra terceira sessão com a doutora Ingrid e sua fiel companheira assistente. Cheguei lá e já fui tomando anestesia na gengiva, que é pra aprender a não ser mané. Durante a aplicação nada confortável de anestésico me toca o telefone da Dra. Ingrid que, para meu desespero, atende.

Visualizem.
Eu deitado quase que de ponta-cabeça e a doutora aplicando com uma das mãos uma injeção do tamanho de um pau de 32cm na minha gengiva. Coma outra mão a doutora segura um telefone celular enquanto fala, calmamente com o Gustavo, seu noivo, que está no supermercado fazendo o rancho e ligou com uma dúvida: A maionese é sabor alho ou salmão?

A doutora disse que preferia a maionese de alho, mas deveria ser light. A Hellmans fabrica uma destas e é bem gostosa. Se eu tivesse dentes bons, comeria sempre. Mas voltando ao assunto, a doutora ainda ficou por mais alguns minutos falando ao telefone e aplicando anestésicos em mim.

Por culpa do Gustavo, que insistia em fazer perguntas idiotas, a doutora perdeu a concentração algumas vezes e acabou me injetando anestésico na língua. Isso me deixou um pouco sem habilidade oral.

Depois de dada a anestesia e desligado o telefone, a Dra. Ingrid começou o tratamento do dia. Fazendo a raspagem característica dos pequenos canais do meu molar enquanto comentava com a assistente sobre uma nova loja que calçados que abriu na cidade e que os preços de inauguração estavam uma loucura. A assistente, curiosa que é, pediu permissão à doutora para ir ver a vitrine da loja. Foi.

Voltou com dois pares de tênis Le Cheval. Um preto e um branco. Conforme disse a assitente, foi uma barbada. Nem 60 reais ela gastou. Mas nem tudo é alegria. Depois a doutora me fez 6 raioxizes consecutivos, com aquele canhão de raio-x mirado no meu olho. Tudo porque o dente a ser tratado ficava num local de terrível acesso.

Uma hora e meia fiquei de boca aberta e sangrando. Ela terminou o tratamento metendo fogo num esquiminha e tacando no meu dente o bagulho em chamas. Horas depois me disseram que aquilo serve para parar o sangramento. Fiquei me sentindo o rambo, com um pouco mais de sensibilidade no dente, e sem a faca.

— Gabriel, finalizamos o tratamento.
— Finalizamos?
— Sim. Você não precisa mais voltar aqui.
— Muito obrigado, doutora.
=D

E lá saiu eu, feliz e saltitante pela rua. Eu cantaria se pudesse, mas a anestesia que tomei na língua ainda não havia passado. Cheguei em casa e falei (pelo menos tentei falar) pra minha mãe que tudo havia acabado e agora eu tinha um dente bom e era um outro homem. Fiz o mesmo com meus amigos. Mandei e-mails para muita gente comunicando o fim do meu drama e já marcando uma confraternização pra sexta-feira, a fim de comemorar o final do tratamento de canal.

Depois de feito os convites, gravei uma canção dos Beatles para vocês, caros leitores batutas, que tanto acompanharam minha saga dentária. Afinal, é a última canção que vocês ouvirão desta boca, e agora língua, anestesiada. Comemorem feriado comemorem.

moskito anestesiado canta Yellow Submarine
(Arquivo .mp3 – 780 Kb)

Meia hora depois a assistente da Dra. Ingrid me liga, avisando que houve um terrível engano no tipo da anestesia que tomei e eu tinha apenas mais 5 horas de vida… Não, não. Na verdade a assistente disse que a doutora havia checado melhor os raioxizes e que meu dente ainda não estava bom. Então devo voltar lá sexta-feira pela manhã para continuar o tratamento.
Ê vidão.

Uma atitude muito louca de verão

Postado em 10 de novembro de 2005

De todas as jogadas de marketing existentes na história da humanidade, nenhuma chegou a ser tão desastrada quanto a campanha da Fanta para o “Bamboocha”.

Notavelmente os caras que idealizaram a campanham queriam que rolasse com a Bamboocha um tipo de HYPE, como a campanha do Itau com aquelas pessoas fazendo o símbolo como se desenhassem no ar. Creio que os publicitários responsáveis pelo Bamboocha pensaram que a idéia era genial e todo mundo iria adotar a palavra Bamboocha em seu vocabulário.

Triste engano.
Bamboocha não virou mais um hype. As pessoas lembram mais dos velhos e cansados caranguejos dançando e cantando “Nanananaaa” do que dos dois cabeludos do comercial da Fanta que ficam falando merdas e Bamboocha. Então, certos que o Bamboocha precisava de um empurrão, idealizaram uma promoção que foi mais caótica ainda. O povão deve enviar fotos legais em atitudes bamboochas para o pessoal da Fanta e as melhores fotos iriam ser premiadas com uma festa no Fanta Bamboocha Club, uma beleza.

Eu, um dia comentando com a minha patroa que ninguém deve se prestar a tirar fotos pra enviar pra tal promoção, pensei que seria engraçado preparar uma fotografia bem como eles querem, bem Bamboocha. Então eu coloquei um terno e um óculos fundo de garrafa terrível. Minha namorada fez o mesmo. Montamos um cenário de escritório de publicidade e fizemos cara de idiotas nerds que babam. Estava pronta nossa foto.

Ainda sobrou espaço para eu colocar uma legenda: “Equipe de publicitários que criou a campanha do Bamboocha num momento de criação” e enviei para a promoção.

A campanha Bamboocha conseguiu tanto prestigio quanto a campanha contra Aids estrelada pelo Dado Dolabella. Aliás, essas campanhas devem ter sido feitas pelos mesmos publicitários. E é aí que quero chegar.

Os publicitários podem ficar felizes, pois duas pessoas no planeta adotaram o Bamboocha em seus vocabulários, bem como eles queriam. Eu e minha senhora namorada falamos constantemente a palavra Bamboocha. Pra ser mais exato, usamos como adjetivo sempre que nos deparamos com campanhas publicitárias idiotas.

É só cruzar por um outdoor ridículo ou ver um comercial de televisão babaca ou metido a engraçadinho, que eu olho pra minha namorada, ela olha pra mim, então ambos fazemos cara de idiotas nerds que babam e sincronizadamente falamos: “Que coisa mais Bamboocha”.

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Se deve respeitar

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Dia desses eu tava dando aquela dormida astuta às três da tarde, que só quem é freelancer pode entender a satisfação, quando fui acordado subitamente por um telefonema. Meio zonzo abri os olhos e atendi.

— Alô?
— Ãhn.. – respondi.
— Aqui é o Sid. – disse o cara do outro lado da linha.
— Ahn Hum…
— O Sid. Acho que você não me conhece.
— bem.. hm.. bom. – disse eu, ainda semi-dormindo
— Eu sou o cara do bar. Aquele que cospe fogo, manja?

Lógico que não lembrei de quem se tratava, mas aí que eu pensei: Se o cara diz que cospe fogo deve merecer um certo respeito. Então continuei:

— Grande Sid. Claro que lembro de você.

Depois de uns sete minutos falando, descobrimos que o telefonema se tratava de um engano. Ele se desculpou e desligou.
Vai entender esse povo.

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Coelho-Lingüiça II

Postado em 8 de novembro de 2005

E na terça-feira todo mundo fica ligadinho no personagem mais carismático das tirinhas mundiais. Muita emoção, alegria e aventura em apenas uma tirinha de desenho. Feita por 3 desenhistas profissionais e animada por 7 roteiristas de renome róliudiano, o Coelho-Lingüiça chega para acabar com o marasmo da vida moderna. Muita ação e emoção com a segunda tirinha do Coelho-Lingüiça, só aqui no ¿dequejeito?.

coelho-linguica02

Cada vez mais emocionante.

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Este é o blog de Gabriel Von Doscht, um rico empresário que largou tudo para se dedicar ao seu verdadeiro dom: fazer pulseirinhas.