¿dequejeito?

Vende-se roteiro

Postado em 31 de agosto de 2005

Estou finalizando o processo de revisão da minha nova peça de teatro. Se trata de um musical infantil sobre animais fofinhos que moram na floresta. Pra ser mais exato conta a história de João e suas aventuras familiares envolvendo drogas, tráfico e descobertas. Paralelo a isso temos o núcleo adulto: A família Urso. Que vive encrencada com um pai que trabalha o dia todo e quando chega em casa tem de aturar a sua esposa Urso se fresquiando pro vizinho, um urso pardo de 3 metros de altura e muita black music no pé. Eis um pequeno trecho para acariciar a vontade dos empresários que queiram investir no meu texto:

MAMÃE URSO
Olá Papai Urso. Como foi o dia de trabalho?

PAPAI URSO
Bem estressante, querida. Você não imagina o que aconteceu. Quase fui demitido.

MAMÃE URSO
Meu Deus. Como?

PAPAI URSO
Você acredita que eu estava lendo uma revista quando meu chefe veio até a minha mesa e perguntou “Por que você não está trabalhando?”, e eu respondi “Porque eu não vi o senhor chegando”. Então eu fui demovido do meu cargo.

MAMÃE URSO
Nossa. Demovido?

PAPAI URSO
Sim. Demovido.

MAMÃE URSO
O que é demovido?

PAPAI URSO
Creio que seja o antônimo de promovido, querida.

Vai ser sucesso.
Pode apostar.

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Festa Rave

Postado em 30 de agosto de 2005

Sabe como é a vida. E pensando nela que eu fui para oque até então seria chamada de “A minha primeira Rave”. Tal como uma namorada, estava nervoso e não sabia ao certo oque poderia encontrar dentro da festinha. Tudo que eu sabia sobre Raves é que o bagulho é bombante e tem pessoas locas pulando pros lados e com luzinhas ridículas penduradas no pescoço, braços e mãos.

Lá entrei e até que, numa primeira impressão, achei agradável. Logo na porta tinha uma menina de cabelo rosa que distribuia pulseirinhas coloridas pra galera que chegava. Eu tava com meu relógio do Shrek e disse que não precisava de pulseira. A menina entendeu e sorriu estranhamente. Então ela me deu uma aspirina colorida, rosa pra ser mais exato. Não entendi muito bem, eu nem tava com dor de cabeça. Guardei a aspirina no bolso e continuei o longo caminho do hall de entrada até a pista dançante.

Bixo, a coisa é monstro.
Na pista rolava uns lasers muito doidos cruzando o ar e a música que tocava era coisa que nem o Hermeto Pascoal conseguiria reproduzir. Um negócio dance que ficava batendo, batendo, batendo e batendo, infinitamente, até que, de repente, tudo parava e começava então uns 17 minutos de chiados, batucadas e ruídos estranhos, até que tudo explode e o batidão dance voltava com tudo. E assim ficava num looping interminável, a noite toda: Batidão, batidão, batidão, para tudo, ruídos por 17 minutos, batidão, batidão…

E as pessoas pulavam loucamente, com seus cabelos e roupas coloridas. E eu lá no meio, sem entender muita coisa e com um pouco de vergonha de fazer qualquer movimento que pudesse ser comparado com uma dança. Uma menina de meia calça toda rasgada e saia jeans tava de olho em mim e fiquei com medo, mas ela era gatinha, então se chegasse nas minha, eu até agarrava. Afinal, é uma rave. Vamos curtir! (ou seja lá o que esse pessoal grita antes de sair de casa pra ir num lugar desses).

Então me chegou um pinta muito louco, camisão xadrez, barba avermelhada por fazer e cabelos encaracolados. Parecia até aquele cantor, o Otto. Me abordou e disse:

— Aê, malaco. Te curti.
— Hein? – disse eu.
— Gostei de ti, rapaz.
— Bom, eu não.. não…
— Eu também não sou gay, calma.
— Então?
— É que você transmite um lance assim, legal.
— Ah. Obrigado.
— Vou ti dar um presente.

Então o carinha da barba vermelha abriu o bolso da minha camisa, colocou algo dentro e foi embora, desaparecendo no meio da multidão. Meti-lhe a mão no bolso e achei uma espécie de capsula, uma pílula de cor esverdeada. Seja lá o que fosse, achei que deveria tomar, em respeito ao local.

Não deu três minutos e rinocerontes de desenho animado começaram a cair do céu. Do lado esquerdo anjinhos pelados tocavam uma música do Michael Jackson em cornetas douradas. Na direita tinha quatro corvos de bico laranja. Um deles usava um chapeuzinho estilo sambista carioca.

Certa hora achei que deveria parar de ficar olhando pra chaleira que voava pelo ambiente e fui até o bar comprar uma coisa pra beber, pois minha boca estava muito seca.

— Amigo, me vê uma Pepsi.
— Pepsi?
— Sim.
— Com oque?
— Com um copo, por favor.
— Só isso?
— Tá bom. Uma pepsi, um copo e um pedaço de torta.
— Torta?
— Aquila ali, da direita. – disse eu, apontando para a torta.
— Você tá locão, hein.
— Poxa. Então me vê só a Pepsi e o copo.
— Okay.
— Coloca a Pepsi dentro do copo, de preferência.

Peguei minha Pepsi e voltei pra pista.
Na pista os raios lasers multicoloridos faziam sua dança e a rapazeada se divertia pulando. E foi nessa que eu fui. Comecei a pular loucamente e cada vez mais num ritimo frenético, que acompanhava o batidão, batidão, batidão, para tudo, ruídos por 17 minutos, batidão, batidão… Era uma loucura e eu tava adorando tudo, principalmente pônei de patins que dançava perto de mim.

Cada vez mais eu pulava mais alto e meus braços já tavam quase desgrudando do meu tronco. A coisa mais empolgante que eu já vivi. Poderia dançar daquele jeito por uns 54 anos, sem parar. Mas ouvi um barulho diferente no meio da música. E, podes crer que meus ouvidos já tavam acostumados com o batidão, batidão, batidão, para tudo, ruídos por 17 minutos, batidão, batidão.. Logo o barulho que eu ouvi não poderia ser da música que tava tocando.

Não demorou muito e minha mão começou a doer.
Parei de pular e olhei em volta. Aos meus pés estava a gatinha de saia jeans e meias rasgadas. Com um galo enorme na testa. Acho que, na empolgação, eu acabei acertando ela.

Chequei o pulso e os reflexos da menina, que retomou a consciência e foi comigo até um sofazinho. Sentamos e eu me desculpei.

— Desculpa. Foi sem querer.
— Tudo bem, eu to legal.
— Tá mesmo?
— Sim, só um pouco tonta.
— Quer algo pra beber? Uma Pepsi, um copo?
— Não precisa.
— E uma torta de limão?
— Eu só to com um pouco de dor de cabeça.
— Hum…
— Dói. Acho que minha noite acabou.
— Você quer uma aspirina?

Dei a aspirina rosa que tava no meu bolso pra menina e me ofereci para agarrá-la no sofazinho. Antes que eu pudesse ouvir uma resposta, ela deu um pulo e gritou “Vamos curtir!”. Saiu rodopiando e pulando e sacolejando os braços até a pista. Perdi ela de vista meio aos raios, rinocerontes e os demais clubbers que sacolejavam ao som do batidão, batidão, batidão, para tudo, ruídos por 17 minutos, batidão, batidão..

Decidi voltar pra casa.
Festa Rave é demais pra mim.

A aflição dói menos

Postado em 26 de agosto de 2005

Passo os dias de minha pacata vida de escritor sentado à frente de um monitor da AOC mal calibrado, com as pernas para o ar, sobre a mesinha de madeira clara. Talvez seja jacarandá, não sei. Pois hoje estava fazendo uns trabalhos com colagens, pra passar o tempo. Distraído que sou, deixei um pedaço de Tecido Adesivo Multiflex na mesinha, com a parte colante virada aos céus.

Agora fui me acomodar em posição de trabalho, com as pernas para o ar, sobre a mesinha e colei a perna no maldito Tecido Adesivo. Este que, sem nem pedir permissão, aderiu rapidamente nos meus pelinhos da perna. Por isso, nesta sexta feira ensolarada, tenho um dilema: Ou dou um puxão no Tecido Adesivo, o retirando junto com meus pêlos e, talvez, parte da minha epiderme ou termino de colar o Tecido Adesivo na perna, coloco uma calça por cima de tudo e finjo que nada aconteceu.

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Discussões sobre o mesmo tema

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— Sabe qual é a coisa que mais minha deixa confuso?
— Fale-me.
— Essa mania que os outros tem de cuspir no chão.
— Amplie esse tópico, por favor.
— É. Cuspir na rua. Acho nojento.
— Isso te perturba?
— Me deixa muito bravo, doutor.
— Doutor?
— Sim?
— Você me chamou de doutor?
— Claro, doutor. Você é meu analista, certo.
— Não.
— Que tipo de jogo psicológico é esse?
— Nenhum. Aqui ninguém está jogando.
— Então quanto foi a consulta?
— Que consulta?
— Essa. De hoje.
— Mas aqui é uma sorveteria.
— Sorveteria?
— Sim.
— Mesmo?
— Sim. Olha o letreiro.
— Hum.. Tem de creme?

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Numerais

Postado em 24 de agosto de 2005

Eu to com saudades do tempo em que a sociedade blogueira era massa. Quando tudo era dividido em Quem escrevia e Quem lia. Agora virou tudo uma patuscada onde quem lê também escreve. Ô caraleos. Precisamos numerar os lugares, exigir um teste de escrita ou fazer um teste do sofá em pessoas que desejam ter um blog.

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Personagens da Malhação que amamos

Postado em 23 de agosto de 2005

Falar sobre Malhação e sobre amor é praticamente impossível se não tiver no meio de tudo isso a pequenina Debby, a atriz pigmeu.

Todo mundo já está cansado de saber que a novelinha que alegra as tardes da moçada é uma formadora de novos atores (e de namoradas também – rárárá – desculpa, não resisti). Portanto, ou o carinha inicia a vida artística na Malhação ou ele termina a vida artística na Malhação – é regra. É como se fosse um aviso para os atores veteranos: “Se você atuar mal, vai acabar a carreira na Malhação”. E é isso que está acontecendo com nossa querida Debby, a atriz pigmeu.

Com seus 46 anos de idade, Debby estava na geladeira do programa A Turma do Didi desde que o Didi fechou o seu blog para ir morar na América. Então o que a Globo fez? Chutou Debby para a Malhação, como despedida da moça.

Debby se junta ao elenco decadente de estrelas passadas que já fizeram parte da elite artística que termina carreira na Malhação. Dentre eles estão: Nuno Leal Maia, Juba Lula, Oscar Magrini, Paulo Betty, Cristiana Oliveira, John Herbert e o Mocotó, que conseguiu iniciar e terminar a carreira na malhação de uma vez só, entrando pros anais da dramaturgia mundial de Niterói.

Mas e a pobre Debby?
Seu persongem é uma menina chata, irmã da Vivi, que vive empacotando a vida sexual do moleque que era o Pedrinho no sítio do Pica-pau Amarelo. Bom, o Pedrinho até tenta dar uns catos na gatinha que é filha do Oscar Magrini, mas a Debby fica embassando os migué do garoto.

Se não bastasse, a Globo, segue insistindo no erro e deixando a velhota Debby no elenco da novelinha. Mas fontes seguras me garantiram que a Debby saí da trama no final do semestre e no seu lugar entrará um ator mais novo e com menos experência, o Evandro Mesquita, que não conseguiu emplacar a volta da Blitz e voltou a ser do cast da Zorra Total.

Esperemos nós pelas melhoras no roteiro da Malhação.
Caso contrário, todos troquemos de canal pois no SBT, no mesmo horário, rola Rebeldes, a novelinha teen mexicana com muita barriguinha e peitões aparecendo, para o orgulho da massa. Salve o rei*

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O Rap do Jesus

Postado em 22 de agosto de 2005

Dia desses, naquele clima paulista e p? e coisa, resolvemo escrever um rap gospel, certo mano. Pois o circuito de shows gospel ? muito mais “ocorrente” do que qualquer coisa. Fazer um show ? muito mais f?cil se voc? ? um m?sico de Cristo. E foi por isso que escrevemos um rap sobre Jesus. ? mais ou menos assim:

Raz?o Os Wilsos – Rap do Jesus
Vo conta a historia de um camarada meu
ligado nas treta era o chefe dos judeu
comandava a galera, agilizava a situa??o
milagre com os truta, multiplicava o p?o

Tinha doze mano, um caguetou
foi preso, foi julgado, se ferrou
levou chute no saco e prego na m?o
e pra finalizar vamo de boa pro refr?o

Virou filme virou lenda o rei da malandragem
morreu ressuscitou foi a mai? vigem
no baile as cocota remexem a rabeta
e no c?u mano jesus nos manda a sua letra

Baixa ae, sangue. Clica aqui.

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Notícias MundiaisQue só acontecem em Carazinho

Postado em 18 de agosto de 2005

Vamos conferir as notícias que viraram notícias nos principais jornais do mundo em Carazinho no Rio Grande do Sul. Aconteceu…

Carazinhenses participam de curso com mestre tailandês
Foi realizado no último final de semana, na cidade de Guaporé, um importante curso de técnicas e métodos de treino para competições de Muay Thai. O evento foi ministrado pelo mestre tailandês de artes marciais, Pirojnoy, que já foi campeão mundial de Muay Thai. Também ministraram o curso, os diretores técnicos da Confederação Brasileira de Kick Boxing, Francisco Veras e Alceni Araújo, atual campeão brasileiro de Kick Boxing. Carazinho e região estiveram representados na oportunidade pelo professor Éverson da Luz Lopes, que participou e também levou seus alunos mais graduados, da Academia Armazém. Estiveram presentes no evento diversos praticantes de Kick Boxing e Muay Thai do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Os atletas da Academia Armazém contaram com o apoio do advogado Gilmar Teixeira Lopes, especialista em trânsito do Escritório Consultran, de Passo Fundo. Mais uma vez Carazinho esteve representado em um importante evento do mundo das artes marciais, o que mostra o empenho e dedicação de vários professores e instrutores do município, em prol do esporte, lazer, saúde e defesa pessoal.

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Coluninha de Cineminha

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Desde quando vi o poster desse filme pensei: “Cacete, deve ser genial”. Então dia desses eu deixei de ir pra aula e com o dinheiro do ônibus, aluguei.

A INVEJA MATA
Jack Black e Ben Stiller são vizinhos que trabalham na 3M, fazendo lixas e tudo mais que a 3M faz. Os dois levam uma vida legal até que o maldito Jack Black tem uma idéia bastante idiota: Arrombar a caixa de comentários do dequejeito Fazer um spray que faça os cocos de cachorro evaporar. Jack Black convida o Ben Stiller pra ser seu sócio. Este nega, achando que a idéia é demais idiota e não merece atenção. Mas a idéia da certo e o Jack Black fica rico com a sua merda de invenção. Aí que começa a inveja da coisa. O Ben Stiller acaba perdendo o emprego, conhecendo o pai da Fer, matando um cavalo com uma flecha e mentindo pro Jack Black. No final o ben pede desculpa e o Jack aceita. Só isso.
Um filme muito ruim, perto do que os caras poderiam fazer. E pensar que eu perdi uma aula de Ciências Sociais pra ver essa porra toda. Nota: 0,23

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Parabéns

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Agradeçam ao andrew (andrew@digicontrol.com.br). Não temos mais comentários no blog. E eu vou começar a postar pra caralho agora. Ganhei um emprego onde eu só preciso escrever. Que alegria.

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Este é o blog de Gabriel Von Doscht, um rico empresário que largou tudo para se dedicar ao seu verdadeiro dom: fazer pulseirinhas.