¿dequejeito?

Drogas, madeirinhas e tintas vermelhas

Postado em 31 de maio de 2005

Hoje cheguei do trabalho mais cedo e encontrei a minha mãe, no pátio da minha casa, pintando um pedaço de madeira de vermelho. Achei estranho, mas optei por não interromper ela.

Passado uns minutos eu não resisti e fui até o pátio. Ela ainda estava lá pintando, com todo o cuidado, o pequeno pedaço de madeira. Decidi tirar a dúvida.

— Manhê, o que cê tá fazendo?
— Oi. Eu to pintando essa madeirinha.
— Tá, mas qual a finalidade?
— Não tem finalidade.
— Não?
— Não. Tava sobrando tinta e achei esse pedaço de madeira. Então pintei a madeira de vermelho. Não tinha mais o que fazer mesmo.

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Eu fico pensando…

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Que tipo de atores o SENAC contrata pra fazer com que aquelas video-aulas sejam tão artificiais no quesito intepretação?

Então hoje me veio a resposta:
São atores formados em cursinhos do SENAC. Eles só conseguem emprego lá mesmo e ficam fazendo video-aulas para todo o sempre.

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Diálogos com o Chico

Postado em 30 de maio de 2005

miskoto diz:
Tae chico?

Chico Barney diz:
Tô sim senhor.

miskoto diz:
Precisamos ter um diálogo engraçado pra eu por no blog.

Chico Barney diz:
A gente tá chegando no fundo do poço.

miskoto diz:
Beleza. Tá feito o diálogo engraçado. Obrigado

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Malagradecidos

Postado em 29 de maio de 2005

Isso é o que vocês são. Eu peço humildemente milhares de presentes e ninguém se coça pra me fazer feliz. Aposto que pra abrir isso aqui todo dia pra ler textinhos engraçados vocês não reclamam né. Pois sabiam que eu tenho que pagar pra manter essa bagaça?

LISTA DE PRESENTES DO MOSKITO

Então vamo logo com isso. To esperando.
Meu aniversário é dia 06.

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As primeiras manobrinhas

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E tem gente que ainda vai pra faculdade pra estudar…

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A nova vertente do Rock

Postado em 27 de maio de 2005

Dudek diz:
Tô com vontade de montar uma banda só de assovios e violinos.

miskoto diz:
HAHAHaha

Dudek diz:
Só que não sei tocar violino e mal consigo assobiar, então seria tipo só o maestro.

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Eu vou é tomar um banho

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Preciso lavar o cabelo. O Pedro disse que tá cheio de casquinhas na minha cabeça e eu posso ficar careca.

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A Vida não Presta

Postado em 24 de maio de 2005

Corria o ano de 2002 e a faculdade de Desenho Industrial estava no seu auge dos trabalhos finais. A professora havia solicitado aos alunos que fizessem o projeto gráfico e estrutural de uma embalagem de pão, que tivesse um diferencial comparada às demais embalagens do mercado.

Na época eu era assalariado e trabalhava na empresa que pertencia à um colega de faculdade. Era meu Chefe, mas também era meu amigo e colega, por isso ele deixava eu fazer trabalhos da faculdade em horário de trabalho. Mas isso não importa por enquanto.

Vamos nos concentrar na tarefa dada pela professora. Os alunos estavam aflitos com o tal projeto e, como em toda faculdade, tinha aquela Aluninha Gostosinha que comprava trabalhos dos outros. Mas nesse caso era um pouco diferente. A Aluninha Gostosinha fazia um permuta legal com os colegas. Ela ganhava o trabalho e o bem feitor ganhava uma trepadinha casual bem delícia.

E a fama da Aluninha Gostosinha já se alastrava pelos corredores da faculdade. E todos os alunos esperavam por alguma oportunidade para poder ajudar a garota. Aliás, ela era a principal responsável pelo aprendizado dos caras, pois a galera só estudava e aprendia novas ferramentas para que no final do ano ela pedisse ajuda e eles pudessem comer daquele galeto.

Então, só existiam duas pessoas na turma que entendiam bem de embalagens. E gaças a Deus uma delas era eu. Mas como dizia Léo Jaime: “A vida não presta”. E a Aluninha Gostosinha pediu pro outro cara fazer o trabalho dela. Em troca ela daria pra ele.

Tudo bem, nem sempre pode se comer alguém por causa de uma embalagem de pão. A lástima da história é que a Aluninha Gostosinha havia pedido ajuda para aquele meu amigão, o meu Chefe. E o meu Chefe, se aproveitando dos meus serviços de empregado, me passou a tarefa de desenvolver a embalagem da Aluninha Gostosinha.

Ok, o texto é grande. Então vamos nos localizar aqui.
Meu Chefe me mandou fazer o trabalho de faculdade da Aluninha Gostosinha. Em troca eu não seria demitido do meu emprego. O meu Chefe iria comer a Aluninha Gostosinha porque ela pensava que ele é que tinha feito o trabalho de faculdade. E eu, triste, tinha dois projetos por fazer.

Por três semanas fiquei trabalhando em cima de dois projetos de embalagens de pão. Obviamente que eu guardava certa raiva do mundo por estar trabalhando dobrado sem nem ganhar uma masturbada em troca. E por isso eu me concetrei mais em fazer a minha embalagem.

A minha embalagem era algo lindo. Além de ser graficamente atraente ao consumidor, a embalagem guardava os pães de forma que não amassassem e ainda possuia uma espécie de portinha que fazia os pães sairem um a um, automaticamente. Resumindo, era uma maravilha da arte de se embalar pão.

A embalagem que eu fiz pra Aluninha Gostosinha era um saco plástico. Só isso. Nada mais.

Novembro de 2002
Os alunos todos nervosos entregavam suas embalagens de pão para a professora. Muita gente estava quase rodando e aquele projeto era a última chance. Eu estava ainda mais nervoso pois sabia que a professora não gostava de mim e poderia me rodar por qualquer errinho de português durante a apresentação do trabalho.

A Aluninha Gostosinha demonstrava muita calma, como se tivesse feito o melhor projeto de toda história panificadora mundial. Pela sua cara de felicidade, eu diria que ela até tinha trepado com alguém. O meu Chefe estava com a mesma cara, coincidentemente.

Os alunos apresentaram seus trabalhos e foram para casa. No dia seguinte chegou o telefonema que mudaria minha vida me deixaria deveras puto.

— Gabriel?
— Fala, meu querido.
— Aqui é o coordenador do curso de Desenho Industrial.
— Ooops. Olá, senhor.
— Gabriel, você foi reprovado na disciplina de Emabalagem.
— Como assim?
— A professora me informou que o seu projeto até estava bom…
— E?
— Mas você não se aplicava muito nas aulas e por isso lhe reprovou.
— Cacete.
— Oi?
— Eu disse “repete”.
— Bom, como eu sei que ela gosta de pegar no teu pé eu gostaria que você viesse aqui na faculdade hoje a noite para termos uma reunião e estudarmos uma possibilidade de você refazer o projeto, para que você não seja reprovado, né.

Muita calma nessa hora. Ela havia me reprovado mas o coordenador era legal e me daria outra chance. Fui na tal reunião, e depois de muito bate boca, a professora viu que até o coordenador estava do meu lado e resolveu apelar para a idiotice.

Pegando a minha maravilhosa embalagem de pão ultra bem feita, ela segurou firme, quase amassando tudo e disse: “Como você pode querer ser aprovado me apresentando essa porcaria?”. E eu assistia tudo sem conseguir esboçar reação. Então ela pegou a embalagem que a Aluninha Gostosinha havia apresentado e colocou na minha cara, quase me fazendo comer os pãeszinhos. E, no auge da sua ignorância, gritou:

“Gabriel, olha essa tua porcaria. Agora compara com a embalagem da ‘Aluninha Gostosinha’. Olha a diferença. Ela mereceu ser aprovada. Você não.”

Bom, a moral da história: Eu não comi ninguém.

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Discussões sobre o mesmo tema

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— Cara, olha aquela garota ali.
— Putamerda, véio. Que gata.
— É, meu querido. Na minha época eu pegava só filé.
— Sei, sei. Imagino.
— (…)
— Que foi?
— Nada não, eu to esperando o cachorro-quente ficar pronto.
— Que cachorro-quente?
— O que eu te pedi há uns 15 minutos.
— Porra, pediu?
— Sim, ué.
— Meo, aqui é uma sorveteria.
— Sorveteria?
— Sim.
— Hum.. Tem de creme?

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Informativo

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Desculpa ae. To sem tempo pra escrever na bagaça aqui. To ensaiando direto com Os Wilsos, pois temos um show marcado e um repertório ainda não terminado. Tenho dois sites pra entregar e uma papelaria por fazer. E se não bastasse, ainda tenho que trovar a minha mãe pra ela me ajudar no pagamento de um daqueles celulares com Mp3 player. Porque, se eu finalmente vou ter um celular, que seja um estiloso.

Ah, vale lembrar que no próximo domingo, dia 29, às 18:30 será exibido na MTV o Acústico MTV Bandas Gaúchas e eu não vou poder ver porque não tenho acesso à MTV aqui interior gaúcho. Mas personalidades do rock gaúcho chamadas Carlinhos me disseram que já assistiram e eu apareço algumas vezes no vídeo. Aliás, uma das músicas que a Bidê ou Balde tocou foi dedicada a mim, mas acho que não vai passar isso no programa, pois na edição costumam cortar as dedicatórias.

Quem puder ver, que assista e depois venha aqui no blog se vangloriar por ter visto antes de mim. Ficarei extremamente puto por isso.

Wander Wildner – Eu não consigo ser alegre o tempo inteiro – Ouvir

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Este é o blog de Gabriel Von Doscht, um rico empresário que largou tudo para se dedicar ao seu verdadeiro dom: fazer pulseirinhas.