¿dequejeito?

*SURPRESA*

Postado em 30 de abril de 2005

Um ?ltimo texto para um ?ltimo dia.

O ROB? G?RSON
Era uma vez um certo rob? que estava andando. Quando chegou no bosque, encontrou o ca?ador de rob?s. Eles brigaram. O rob? pegou a arma laser e o ca?ador, a espingarda. Quem sobreviveu foi o rob?, gra?as ao le?o, que mordeu a cabe?a do ca?ador e ele morreu. O rob? fugiu, com medo de que todos pensassem que ele era mau. Ele conseguiu fugir para o ferro-velho.

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3. 29 de Julho – Fim

Postado em 29 de abril de 2005

Lucinha e J?nior jantavam em um restaurante. N?o um jantar rom?ntico, ou mesmo agrad?vel. Estavam ali para discutir a rela??o. Um final de semana frio e chuvoso adiou aquele encontro, que poderia ser o ?ltimo. Por?m, como tudo ? finito, conversavam.

— Escute J?nior, eu n?o vou te enganar… eu gostei muito de voc?, mas agora…
— O qu? foi? Fala! O que eu fiz de t?o errado que n?o tem conserto?
— Voc? n?o fez nada, o problema ? comigo. Voc? tem sido maravilhoso todo esse tempo… eu acho que algo em mim mudou…
— Voc? mudou? E quanto a mim? Eu abdiquei da chance de mudar de vida por voc?! Do qu? mais voc? quer que eu desista por voc?? Como voc? quer que eu fique, hein? Dois pontos, til, abre par?nteses?
— Ai, chega! Acabou! — Lucinha explodiu — Quantas vezes voc? vai jogar isso na minha cara? Eu n?o te pedi nada, eu n?o te forcei a fazer nada! Voc? fez o que fez porque quis, t? bom? E p?ra de falar assim! Eu odeio emoticons!
— Voc?… voc? odeia emoticons? — J?nior estava chocado.
— Sim! E tamb?m odeio internet!
— Quer saber? ?s vezes sinto que n?o te conhe?o mais. Voc? mudou muito desde quando nos conhecemos.
— Ah, enfim! Muito obrigada por me entender! Agora at? mais, passar bem!

Lucinha deixou o lugar como um furac?o, misturando-se ao ambiente externo. Na mesa 6 se via apenas um homem desolado fitando o vazio. O infinito come?ou a se desfocar e J?nior logo despertou. Chamou o gar?om e pediu a conta. Come?ou ent?o a relembrar o tempo que passara com Lucinha. Como haviam se conhecido e como n?o se conheciam mais. Seus olhos se enchiam d’?gua quando reconheceram um televisor no canto do sal?o; o fundo verde mostrou o que se passava. J?nior perguntou ao gar?om que voltava com a conta.

— Faz um favor?
— Pois n?o.
— Quanto est? o jogo? Col?mbia e Paraguai, n??
— 1 a 0 Col?mbia. Gol de Cordoba.
— Puta que pariu.

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2. Considera??es finais

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Eu n?o tenho nada a dizer sobre o cotidiano, talvez porque nada aconte?a na minha vida. As melhores hist?rias que eu tenho aconteceram em ?nibus. Teve aquela do cara muito bem vestido que parecia morto; dormindo sentado com metade do corpo pra fora do banco e a m?o arrastando no ch?o. Outro dia vi um trocador igual ao Ronaldinho, o que me fez lembrar da minha inf?ncia, ouvindo Gabriel, O Pensador na periferia. A prop?sito, se voc?, mulher, entrasse num ?nibus e Jos? Mayer fosse o trocador, n?o o acharia bonito nem charmoso, muito menos bom ator. Isso porque, al?m de o Jos? Mayer ser realmente um p?ssimo e feio ator, a realidade ? ruim e desinteressante; voc? nunca vai dar o valor que uma pessoa merece a menos que ela apare?a na TV; ou num poster, pelo menos. E quando isso acontecer ela certamente receber? mais do que deveria. O bicho-pregui?a ? t?o inepto que freq?entemente agarra os pr?prios bra?os e pernas em vez de galhos e cai das ?rvores, mas voc? n?o v? isso no jornal.

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1. F?

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E aqui termina o nosso passeio. Foi um prazer escrever para voc?s, a? vai uma lembrancinha do Capirotto: um CA?A-PALAVRAS.

CA?AM

L U I E U B U I H A E L U L C H
A A K E H F M T U R U Z B M F M
O L S O A B G U A H R U E W T L
R A A D T P B M U R Y L Y O L C
L R P I E I E A I E E L W A Q W
L E I T O R E S I M B E C I L T
L G N H C O Q J Q S I T R S E F
C U H S C C N E E G E Y F E C A
G C O W Q A A T L U C E N U L R
E O O U S B T N L I Q H P A R R
E N L B L O U Y Q H P E E H M E
G R N E S H I C R F U G D M Q H
V A O S E F U D E R E M L B I E
E M I L I O S A N T I A G O E H
E O T U R B E T R E A L N L P H
A T S C H L T R D F Q S U W O B

Abra?o forte.

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XV3st. A bolha

Postado em 28 de abril de 2005

Meus pais sa?ram e me mandaram arrumar a casa, j? que a empregada havia faltado. Me diverti tanto varrendo, esfregando e secando que nem vi a hora passar. At? que uma coisa estranha aconteceu.

Estava lavando lou?a quando a pia entupiu. Peguei o desentupidor e comecei a apertar, pelejando com a pia, mas n?o adiantava. Em vez disso, o maldito ficou preso — preso n?o, fundido. N?o tive outra op??o a n?o ser subir na pia e ficar puxando. A ?gua come?ou a descer, mas o desentupidor n?o sa?a por nada. Quando a ?gua toda desceu, a pia come?ou a tremer, emitindo um som de regurgita??o que ficava cada vez mais intenso. “Isso vai explodir”, pensei. Pulei para tr?s da mesa; uma barricada improvisada; e fiquei na expectativa do pior — mas nunca do que realmente aconteceu em seguida.

A pia expeliu uma massa disforme de energia, um espectro pulsante, de colora??o azul-perolada. A coisa emitia um brilho intenso e flutuava no ar, como se este lhe fosse de direito. Tal era a rapidez com que se deslocava no ambiente que sua forma, insossa e ao mesmo tempo concentrada, lembrava a de um cometa. Parecia estar procurando por algo. Eu sentia medo e admira??o com t?o inesperado espet?culo, talvez por isso estivesse paralisado. Parecendo ent?o notar minha presen?a, o corpo de energia parou na minha frente. Agora realmente assustado, exclamei:

– Adedaaaanha!

Mostrei uma m?o espalmada e na outra 3 dedos. Do espectro sa?ram 5 coisas finas que encarei como dedos e contei tamb?m. Deu M. M?naco, Mercedes-Benz, Malu Mader, etc. Jogamos v?rias partidas e ele ganhou todas — pudera, lendo meus pensamentos. Depois disso come?amos a conversar. Apelidei-o de bolha.

– Diz a? bolha, tu ? o qu??
– Uma forma de vida que voc? n?o entenderia.

O bolha tinha uma voz horr?vel. E queria dar uma de esperto pra cima de mim.

– N?o sou preconceituoso, pode ficar tranquilo. Voc? ? um fantasma?
– Pode-se dizer que sim.
– Eu n?o acredito em fantasmas. Tem que haver uma explica??o cient?fica pra voc?.
– E tem. Eu sou o quarto estado da mat?ria.
– Nossa, deixa de ser burro. O quarto estado da mat?ria ? o plasma. O fogo, por exemplo.
– ? isso mesmo. Fisicamente sou como o fogo, mas tenho vida.
– S?rio?

Pedi licen?a e voltei com um balde cheio d’?gua. Apaguei o bolha. Depois de um “tchhh”, e que a fumaceira se dissipou, fui secar o ch?o e achei um cora??ozinho de metal. Nele estava escrito “Made in Taiwan”. Resolvi guardar pra descobrir como se usa. Talvez seja s? atear fogo, mas vou esperar a hora certa pra tentar.

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6. Jogo do Clique o

Postado em 27 de abril de 2005

(? ?) C?PETINHA – O escriv?o

1? fase: Clique o Tom Cavalcanti.

Instru??es: Mire e clique.

T?

2? fase: Clique o ?talo Rossi.

Instru??es: Esta fase ? mais dif?cil. Transforme as duas imagens em uma imagem tridimensional utilizando a t?cnica de ficar zarolha. Clique nela.

     

?talo Rossi

Final: Clique o bot?o X do seu navegador.

Instru??es: Sai daqui e vai tomar no cu seu merda.

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111455188561455665

Postado em 26 de abril de 2005

Beijo
Rom?ntico
Uni?o
N?o
Olhar

Gosto
Animais
Guloso
Lazer
Idolos
Amor
Sol
Sonho
Obrigada

Fonte: Tilibra

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IIV. Carazinho – O in?cio.

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Na madrugada do dia 4 de Janeiro de 1900, em algum ponto de seu tra?o orbital, a lua piscou de forma diferente. Um coiote percebeu e se p?s a uivar para saber dela o que deveria fazer pra conseguir uma noite de sono. A lua resignou-se iluminada em sil?ncio por saber que o animal era burro demais para perceber que berrar a noite inteira n?o seria de utilidade alguma. Como n?o estava mesmo ouvindo nada (a luz se propaga no v?cuo, mas o som n?o), resolveu deixar que a estupidez do coiote fosse seu pr?pio castigo. Horas depois, ambos feneceram na explos?o de luz do horizonte.

A lua renasceu no lado escuro da Terra e o coiote virou uma estrela cujo brilho s? chegaria em seu planeta natal milh?es de anos depois – se uma estrela que outrora foi uma lebre sa?sse da frente.

Nesta alvorada, alheios a tudo isso, os moradores de um vilarejo em algum lugar do planeta natal celebraram a realiza??o de um sonho: O per?metro urbano onde moravam seria enfim emancipado a Condado. As festividades seguiram em um ritmo t?o alucinado como o consumo de bebidas alco?licas e subst?ncias psicoativas, e somente um rep?rter crist?o que se manteve alheio ao pandem?nio devido a seus princ?pios morais foi capaz de registrar com precis?o e idoneidade os acontecimentos deste dia de j?bilo:

Na manh? de Domingo a Carta do Condado foi assinada. O prefeito Otto Capri insitiu em usar uma caneta de pena para a ocasi?o, em um nost?lgico tributo aos fundadores do pa?s. N?o conseguindo localizar t?o t?pido aparato, ele preferiu um prato, mergulhando-o em um cachorro jeitoso. Os fundadores da cidade regozijaram quando o distra?do prefeito levou a besta aborrecida ao ch?o.
Na cerim?nia, uma mulher, mais tarde identificada como a m?e do prefeito, atrasou os procedimentos com seus insistentes pedidos para que este posasse para fotos. A celebridade local Tarao Gruhler tamb?m foi vista na cena, dizendo “Isso realmente deve beijar minha carreira.”
N?mades impacientes afirmando ser os pelegrinos de Carazinho planejaram dormir em casas de cachorro na noite anterior ? funda??o da cidade, mas o uivo incessante de um coiote os for?ou a abandonar seus planos. Eles ent?o cantaram e dan?aram ao redor de uma fogueira a noite toda.
“N?s n?o v?amos isto em Carazinho h? um bom tempo,” revelou o congressista Mohammed Custeau. “Mas se isso continuar, provavelmente acontecer? com mais freq??ncia.”
O prefeito da cidade vizinha Risos compareceu para se apresentar ao prefeito Otto Capri e dar a ele alguns brownies que sua esposa fez, e a Tropa 340 de Sinistrel contribuiu com as festividades executando sua vers?o rap de ‘Kumbaya’.

Naquela noite um gatinho disse ? sua crian?a que deveria haver mais uma estrela no c?u. Totalmente b?bada, a garota respondeu: “Gato, voc? ? muito doido.” O bichano se lambeu e deixou a sala.

747

Postado em 25 de abril de 2005

(? ?) C?PETINHA – O alfandeg?rio

? isso a? cambada de filho da puta. Demos takeover nessa porra. Vai todo mundo tomar no cu que o moskito aqui n?o volta. Se fuderem.

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Duzentos. 29 de Julho – Parte II

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O corpo administrativo de uma micro-empresa em desenvolvimento fazia uma reuni?o de planejamento. Domingo ? noite, ventava e fazia frio depois de muita chuva. Todos, enfastiados, ouviam o diretor discursar sobre o relacionamento que deveria existir entre a empresa, clientes e fornecedores.

Enquanto isso, Miguel disfar?ava um fone de ouvido. O fio corria por dentro de sua camisa, indo para o walkman que tinha em sua pasta. Uma m?o estrategicamente apoiada no queixo encobria o que sobrava do fio: estava acompanhando pelo r?dio a partida entre Col?mbia e Paraguai.

Gustavo, o diretor, j? parecia estar chegando ao fim do serm?o, ent?o Miguel come?ou a balan?ar afirmativamente a cabe?a, para refor?ar o que quer que ele estivesse dizendo. Era uma pergunta:

— Algu?m gostaria de acrescentar algo, para que terminemos logo a reuni?o?

Todos os presentes fuzilaram Miguel com olhares. Um pouco confuso, percebendo que n?o havia feito algo bom mas sem saber exatamente o qu?, Miguel perguntou:

— oi

Gustavo, j? impaciente, respondeu:

— Eu j? estava terminando a reuni?o quando perguntei se algu?m queria dizer mais alguma coisa. Voc? disse que sim, o que ??

Miguel se sentia encolher. Era novo na idade e na empresa; na ?nica empresa que o aturava j? h? mais de seis meses. A firma tamb?m era jovem, e ele pretendia amadurecer e ganhar a vida com ela, n?o podia p?r tudo a perder. Talvez sentindo todo esse peso, Miguel disse:

— Sim, eu tenho algo a dizer. Muito, inclusive. — Alguns na sala suspiraram. — Eu j? passei por grandes empresas e multinacionais, mas devo dizer que nenhuma delas significou mais pra mim do que essa que o senhor, “Seu” Gustavo, dirige t?o bem.

Maria, esposa de Gustavo e vice-diretora, revirou os olhos. Miguel continuou.

— ? verdade. Tenho orgulho de me referir ao meu local de trabalho como minha casa. E por que eu digo isso? Porque aqui encontrei mais do que apenas companheiros de escrit?rio. Aqui eu encontrei amizade, carinho, compreens?o. Amor. Eu encontrei um irm?o, um pai, uma m?e e um av?. E tamb?m…

— Miguel, chega. — Gustavo interrompeu — Deixa de enrola??o e diz quanto ? que t? o jogo.

Miguel ficou pasmo mas levou a farsa em frente.

— Jogo? que jogo?
— Esse que voc? ouviu a reuni?o toda. Col?mbia e Paraguai. Diz logo pra gente ir embora.

Desmascarado, resolveu desistir e enfrentar as consequ?ncias.

— 1 a 0 Col?mbia. Gol de Cordoba.
— Cordoba? Ele n?o ? o goleiro?

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Este é o blog de Gabriel Von Doscht, um rico empresário que largou tudo para se dedicar ao seu verdadeiro dom: fazer pulseirinhas.