¿dequejeito?

A elite é outra coisa, sem trocadilho com Lobão

Postado em 26 de julho de 2004

Ontem rolou uma entrevista memorável com Jorge Ben Jor no Fantástico, o show da vida. Não bastasse a entrevista já ser fantástica pelo simples fato de ser Jorge Ben Jor o entrevistado, o local escolhido para reportagem também foi algo deveras foda na escala de “ai gente que isso?”.
Jorge Ben Jor vestido com uma camisa polo rosa, blusão nos ombros, boina e luvas de golfista. Num campo de golfe, jogando uma partidinha do amistoso esporte.

No maior estilo Show da Xuxa, as perguntas da Glória Maria eram coisas do tipo: “Você é de esquerda?” ou “Quanto anos você tem?”. Jorge, se sentindo em casa, respondia tudo com bom humor. “Tenho 33 anos. A idade de Cristo.”. E quando questionado sobre a troca de nome (Jorge Ben para Jorge Ben Jor) ele disse que fez a mudança só pra agradar a mulherada.
Sem dúvida a melhor matéria do ano (até agora) do Fantástico.

Na categoria entretenimento, melhor que essa entrevista, só o quadro Ciência em Show do Domingo Legal, onde os estudantes da USP colocam objetos inusitados dentro do microondas.

Não faça isso em casa*

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Enquanto isso no Soulseek

Postado em 24 de julho de 2004

[yAmAnA] hola
[moskito] hola! ¿que tal?
[yAmAnA] parece que tengo problemas con el program
[moskito] ¿qual el tipo del problema?
[yAmAnA] no consigo descargar su arquivos
[moskito] hum.. estranho. ustê tentou reiniciar el program?
[yAmAnA] si, pero nada funciona
[moskito] Un minuto! Ustê es brasilenõ?
[yAmAnA] si, soy. i ustê?
[moskito] também sou! que bom né?

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Eba!

Postado em 23 de julho de 2004

A nova moda é todo mundo dizer que é Straight Edge desde criancinha. Não fodem, não comem carne, não bebem e não usam drogas. Como se fosse um grande orgulho levar a vida seguindo um movimento que surgiu de uma música de menos de dois minutos na qual o próprio criador dela se arrepende de ter feito.

Seguindo os ensinamentos do mestre Chico Barney, tem texto preconceituoso deste que vos fala lá no Cocadaboa. Apreciem com moderação mais esta obra supimpa da literatura brasileira.

Update: Também amo vocês, galerinha maneira da moda.

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Diálogos com mamãe

Postado em 22 de julho de 2004

— O fisioterapeuta disse que o problema é no nervo asiático.
— Onde?
— Nervo asiático.

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Silvio Santos Style

Postado em 21 de julho de 2004

Essa nova novela da Globo: Senhora do Destino é a coisa mais SBT que eu já vi na televisão brasileira. Talvez seja mais SBT do que o próprio SBT.
O personagem lusitano tem música tema original de Portugal. Fantástico.
E neste exato momento uma menina loira acabou de falar: “Estou pra entrar naqueles dias”. Que bonito. As novelas cada vez mais abordam temas reais, como a menstruação. Mal vejo a hora do jogo da seleção começar.

Update: O jogo acabou, ganhamos.
Mas ainda tenho uma dúvida em minha cabeça:

Por onde anda Edmundo, o Animal?

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Shrek 2 de cu é rola

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— Ae john, vamo fazer uma animação.
— Porra! legal. Sobre o que?
— Ah! Sei lá. pega aquele shampoo em formato de Snoopy.

SNOOPY – THE MOONWALKER
Grande ganhador do Festival Minha Mãe Adorou de Gramado

E assim foi concebido o curta de animação mais promissor de Carazinho – RS. Atentem e assistem com perseverança.

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Enquanto isso no engenho

Postado em 20 de julho de 2004

Cartaz antigo exposto na chopperia do Terminal Tietê, em São Paulo.

“Após maltratar alguns escravos, nada melhor que
um Chopp Brahma bem gelado”
dizia a legenda.

Lamentável.

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O Funcionamento de uma Escada Rolante

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Alguém aí já notou que quando não existe nenhuma pessoa na escada rolante, ela anda mais devagar? E assim que uma pessoa entra na escada rolante, ela fica mais rápida, consequentemente.
É tudo movido a sensores infra-vermelhos que detectam a entrada de alguém e fazem com que a escada rolante “role” mais rapidamente e leve o passageiro ao topo ou base do local com mais eficência.

É tudo tão fabuloso e mais complexo do que se podia imaginar.
Na próxima vez que você for pegar uma escada rolante, note que no início dela existem dois círculos laterias (geralemente são luzes amarelas). Eles são os sensores que fazem a escada andar mais rapidamente.
Quando ninguém estiver na escada, ela ficará mais lenta para que energia seja economizada.

Se você quiser aproveitar sua viagem de escada rolante como se fosse um cruzeiro “transatlântico”, apoie-se com os braços no corrimão e entre na escada sem encostar nos primeiros degraus. Assim os sensores laterias não perceberão seus pés passarem por ali e a escada não funcionará no modo rápido.
Você fará uma subida (ou descida) lenta e poderá desfrutar ainda mais desta sensação tão bonita que é andar de escada rolante.

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Fun House, uma balada muito louca

Postado em 19 de julho de 2004

Sexta-feira fui, acompanhado de Rafael e Thiago Capanema, na maior concentração de indies fedorentos de São Paulo: a Fun House. Logo que cheguei, sentei no sofá e tentei tirar um sono legal, já que ficar ouvindo música alternativa e vendo gente de penteado estranho já meio comum na minha casa. Basta ligar o som e me olhar no espelho.
Então como a Fun House não tinha nenhum diferencial a oferecer na minha vida, resolvi dormir.

Dormi durante umas 4 horas e acordei com chutes no ombro.
Lentamente abri o olho e avistei, de cabeça para baixo, a figura de uma garota: saia, franja, botas, meias rasgadas e bottons, muitos bottons.

— Me beija! Me beija!
— Oi?
— Me beija! Me beija!
— Desculpa. É comigo?
— Me beija, caralho!

Ainda não tinha assimilado a idéia de ser tão foda a ponto de atrair uma mina rocker, numa festa indie, somente com minha sensualidade ao dormir, as 5 horas da madrugada. Por isso não levei muita fé no negócio. Como esse povo da Fun House não respeita muito as pessoas casadas, eu resolvi não contar que eu já sou comprometido. No lugar disso disparei a minha resposta padrão para meninas rockers que se sentem atraidas pelo meu charme ao dormir e querem me agarrar em festas indies.

— Me beija! Me beija!
— Desculpa, moça. Mas eu sou viado.
— Ebaaaaa! Então você é mesmo o moskito.
— Oi?
— Moskitooooooooooo!

Fui puxado pelo braço e levado ao mais sujos cantos daquela casa noturna. A moça rocker conhecia desde o segurança até o técnico de som, passando pelo cara que preparava os drinks no bar. Ela me apresentou a todos como “o novo messias” e todos me adoraram. Eu estava bebendo as mais variadas e alternativas bebidas de graça e em certo momento o segurança parou de bater num moleque que tava dançando pelado, só pra me cumprimentar e dizer: “moskitinho é meu amigo, gente”. Valeo, Lima!

Eu era o cara mais foda da festa e todos me amavam. Tudo que lembro depois disso é de ter acordado as 16:00h num beco claro da Augusta. No lugar da carteira no bolso apenas um guardanapo amarelo com a escrita “Liv” e um número de telefone.

Resolvi não ligar. Afinal, um rim a mais, um rim a menos, não faz diferença nenhuma, né gente.

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três dias e 20 minutos afudes

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De volta ao centro do Rio Grande do Sul. Dessa vez foi foda. São Paulo continua sendo a cidade maravilhosa e a Avenida Paulista continua sendo tão chata quanto a Avenida Flores da Cunha aqui de Carazinho.

Coisas ruins aconteceram o tempo todo mas nem por isso nos abatemos.
Ok, é mentira. Na quarta-feira eu já desejava explodir a cidade e cancelar o encontro no Fidalga. Mas galerinha deu uma força legal.

Agradecimentos:
Vitor Tambelli, pela ajuda ao aparelho quando eu estava andando sem cueca no shopping Frei Caneca. Família Capanema pela hospedagem, comida e afeto familiar disponibilizado. Daniel Lima pela companhia feliz. Starlet, pela surpresa (tudo que restou daquela noite de você foi seu telefone num.. num.. num guardanapo amarelo). Milton pelo braço direito e Lelê pelos 3 dias e 20 minutos mais felizes de todos.

O resto foi uma grande merda.

Indo embora, pela primeira vez, eu notei que um dia eu vou voltar pra ficar.
Com você e o Guilherme Arantes.

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Este é o blog de Gabriel Von Doscht, um rico empresário que largou tudo para se dedicar ao seu verdadeiro dom: fazer pulseirinhas.