¿dequejeito?

Melhores shippamentos

Postado em 12 de setembro de 2014

Há muito tempo eu gostaria de ser #teen. Quando eu era #teen, não existia internet. Pra se divertir a gente costurava sacos de batata e ficava batendo corrida pela floresta, enquanto um mastodonte não aparecia.

Bom… nesta semana tive a oportunidade de viver e entrar no universo #teen de verdade. Comprei revistas destinadas ao público adolescente, li o máximo de artigos que consegui, pendurei pôsteres de celebridades pela parede do escritório e me tornei um Harmonizer (fãs da girlband Fifth Harmony).

teen

Ser um Harmonizer tem muitas vantagens e até mesmo um velho como eu pode aprender com os jovens. Nesta semana aprendi a shippar. O conceito, novo para mim, rapidamente se tornou maravilhoso. Não antes de eu demorar umas 2 ou 3 horas para entender como se shippa alguém. Depois que entendi, tentei explicar para meus amigos da mesma idade e quase ninguém entendeu. Por isso achei necessário escrever este texto.

O que é shippar? Um guia rápido para maiores de 30
Pelo que eu entendi, basicamente, é unir casais, reais ou da ficção. Por exemplo, Brad Pitt e Angelina Jolie. Se você apoia esse casal, você está shippando ele. Você pode até unir os nomes dos dois para justificar o seu shippamento. Assim ficaríamos com “Brangelina”. Você também pode apoiar casais que nunca se uniriam no mundo real. Pra citar um exemplo da nossa idade, você poderia shippar “Jongo”, que significa apoiar um romance entre John Lennon e Ringo Starr. Ou você poderia shippar personagens fictícios da tv, cinema ou literatura, como o shipp “Capitão Bibiana” (romance entre Capitão Rodrigo e Bibiana, em O Tempo e o Vento).

Mas vamos falar de coisa boa. Aí vão os TOP 5 melhores shippamentos que eu consegui pensar agora, de improviso:

1. Beiçolinho
Agostinho e Beiçola juntos. Milhares de pessoas aguardavam este desfecho para A Grande Família, mas infelizmente não rolou.

beicolinho

2. Hesqueleto
Imagina que loko a gente descobrindo que o ódio que o Esqueleto sente do He-man nada mais é que um amor não correspondido dos tempos de colégio.

hesqueleto

5. Yudistation
Um shippamento nipo-kafkiano onde Yudi conquista, nos tribunais, o direito de se casar com um videogame.

yudistation

E por que não?

Você entraria num avião?

Postado em 9 de setembro de 2014

Você entraria num avião cujo piloto acabou de fumar maconha? Não pensei duas vezes e corri pra dentro dele (mas antes fiquei uns 20 minutos na fila do embarque).  Lá dentro parecia ser um avião normal e, pelo que entendi, os passageiros não precisavam  fumar maconha igual ao piloto. Então relaxei e coloquei meus fones. Dormi.

Acordei com tapinhas no ombro, era a aeromoça me oferecendo algo para beber. Aceitei uma água sem gás.

— São cinco reais, senhor.
— Como?
— Cinco reais, a água – disse a aeromoça.

Não costumo viajar com dinheiro no bolso, ainda mais em aviões pilotados por maconheiros. Eu até entro num avião pilotado por um cara que acabou de fumar maconha, mas  não quer dizer que eu confie nele.

— Seguinte, eu to sem dinheiro – expliquei.
— Então o senhor terá de devolver a água.
— Mas eu já abri ela.

A aeromoça titubeou um pouco, pediu licença e voltou com um outro membro da tripulação (devia ser maconheiro também).

— O senhor poderia me acompanhar? – disse o cara.
— Como assim? Pra onde?
— Até lá atrás. O senhor terá de lavar a louça para pagar o que consumiu.

Por um momento achei que “lavar a louça lá atrás” era uma gíria para “pagar com sexo”, mas infelizmente era pior: significava realmente que eu teria de lavar a louça. Então tive de pensar rápido e argumentar com o aeromoço.

— Mas, meu amigo. Os copos e pratos são descartáveis.
— Oi?
— São descartáveis. Não há o que lavar – complementei.
— Não estou entendendo, senhor.
— Descartáveis…
— O que tem?
— Os copos…
— O senhor quer um copinho?
— Não! Eu não tenho dinheiro.
— Então por que o senhor entrou aqui?
— Por causa do piloto maconheiro, oras! – quase gritei.
— Que piloto? – perguntou o aeromoço.
— Do avião!
— Que avião? Isso aqui é uma sorveteria, senhor.
— É?
— (….) – o aeromoço ficou em silêncio.
— Tem de creme?

O Gato Petit Gateau

Postado em 6 de setembro de 2014

Minha última postagem é datada de janeiro de 2011, por isso sinto que talvez a gente já não se conheça tão bem. Mas também não há motivos para pavor, pois não aconteceu muita coisa na minha vida. Talvez a principal mudança é que agora eu tenho um gato. O gato se chama Petit Gateau e na verdade é fêmea, mas eu gosto de chamar de “gato” mesmo.

petit

Desenvolvi todo um perfil psicológico para este gato e fico brincando com isso, para que eu e ele possamos passar o dia todo brigando. Ele basicamente é um pilantra que tenta me passar a perna a todo momento. Ele também é gremista (eu sou colorado), então quando o Inter perde eu finjo que o gato fica me zoando, e vice-versa. Resumindo, esse gato é mais que um amigo e companheiro, ele é um inimigo fundamental dentro de casa.

Mas vamos falar de coisa boa!
Aí vão as TOP 5 brincadeiras que eu faço com o gato:

1. Cortando o cabelinho
Eu finjo que sou um cabeleireiro que está cortando o cabelo do gato, meus dedos são a tesoura e enquanto faço o movimento do corte vou falando “Corta o cabelinho do Petit, corta o cabelinho do Petit…” até que em certo momento eu finjo que tesouro a orelha do gato e digo “Oops, cortou a orelhinha”.

cabelino

2. La Solitudine
Essa na verdade é mais castigo do que brincadeira. Quando o gato faz alguma malcriação na casa, eu pego ele,  seguro na frente do meu rosto e começo a cantar músicas do Renato Russo em italiano, imitando a voz do Renato Russo. Esse método se tornou tão bom que, hoje em dia, quando o gato ta armando um problema, basta eu cantarolar com a voz grossa de Renato Russo “Chissà se tu mi penserai…” pra que ele pare de traquinar no mesmo momento.

renati

5. Hora da cueca
Vocês não vão acreditar nessa mas eu juro que é verdade. Toda noite quando eu vou tomar banho o gato me segue até o roupeiro. Eu pego uma cueca e digo “Horaaaaa da Cueeeeeca”. Automaticamente o gato sai correndo pela casa e eu seguro a cueca como se fosse a capa de um toureiro e grito “Olééé gatorro!”. O gato vem correndo em minha direção e passa pela cueca, eu faço o movimento de tourada e grito novamente “Oléé gatorro!”. Repetimos isso umas 6 ou 7 vezes. O mais impressionante é que no final, o gato tá tão cansado que desaba no chão e fica deitadinho, idêntico a um touro de verdade após levar as espadadas na tourada. Então vem o gran finale: Eu me ajoelho perto do gato, coloco a mão no rosto e finjo estar arrependido, tal qual essa famosa imagem da internet.

touro

Juro que é verdade.

Eu fazendeiro

Postado em 11 de janeiro de 2011

Há pouco tempo recebi a notícia de que tinha uma fazenda. Coisa de herança. Tratei logo de fazer o que qualquer pessoa inteligente faria: vender tudo por um preço baixissímo.

Bom, para poder vender, tive de ir até a cidade onde a fazenda se localizava. Cidadezinha pequena, nem cinco mil habitantes. Desci na rodoviária (que também era o único mercado da cidade), atravessei a rua e, ao lado da prefeitura e da igreja estava o cartório. Entrei, me identifiquei “Sou o Gabriel”. O tabelião já estava me esperando. Não pediu nenhum documento e em pouco mais de 3 minutos eu havia assinado tudo e vendido minhas terras.

Após assinar tudo voltei para a rodoviária, que também era mercado e também era o único bar da cidade. Pedi uma cerveja enquanto esperava o ônibus de volta. De repente um homem senta ao meu lado e pergunta meu nome. Digo a ele e me indentifico enquanto forasteiro. O homem fez um sinal de olho para o dono do buteco (que também era dono do mercado, da rodoviária e da farmácia que funcionava no local). Cinco minutos depois eu estava bebendo cerveja com o prefeito da cidade e seus 4 vereadores.

Eles trataram logo de me situar sobre a vida na cidade. Na manhã de hoje, por exemplo, aconteceu um fato ainda sem explicação. O dono do mercado enviou, via ônibus, uma dúzia de pastéis de carne para a cidade vizinha. Inexplicavelmente os pastéis não chegaram ao seu destino. O vereador Odemar, prometeu apurar os fatos e solucionar o mistério ainda essa semana.

A certa altura da conversa, um senhor adentra o buteco e anuncia que estava vendendo uma motoserra. O que gerou certa correria por parte dos interessados.

O vereador Gustavo contou que no mês passado deixou seu aparelho celular cair no chiqueiro dos porcos de sua propriedade. Hoje pela manhã ele recebeu a conta do telefone, que continha algumas ligacões para a França. Ligações feitas pelo pisoteamento dos porcos no pobre aparelho, acredita ele.

Por fim o prefeito perguntou o que eu fazia para ganhar dinheiro. Expliquei pra ele que trabalho com propaganda (achei que ele não entenderia se eu dissesse que sou designer – e também tenho vergonha de falar que sou). Os olhos do prefeito brilharam. Ele me contou que não sabe como fazer os moradores comprarem a rifa promovida pela prefeitura. Então pediu minha ajuda.

Perguntei qual era o prêmio da rifa. A resposta: Um Fusca 1973.
Amanhã escrevo sobre como salvei a economia da cidade com a menor ação de marketing já feita.

Meu novo hobby

Postado em 5 de janeiro de 2011

Minha mais nova paixão é cozinhar para os amigos. Começou há alguns meses, quando eu estava na casa de um deles – o Ronaldo – e não havia nada pra comer. Então me ofereci para inventar algo na cozinha.

Inventei uma máquina de combustão de nitrato de prata Preparei um fettuccine ao molho de espinafre que conquistou a todos na casa. Desde então tenho ido três vezes por semana à casa do Ronaldo, onde além de cozinhar também faço faxina e ajudo psicologicamente a empregada da casa, que teve alguns problemas com o pai na infância. Moça guerreira.

Em branco

Postado em 29 de dezembro de 2010

Só pra 2010 não passar em branco sem nenhum post: Feliz ano novo, Neo.

Parque Farroupilha

Postado em 4 de agosto de 2009

Domingo fomos ao Parque Farroupilha, aka Redenção. Choveu e nem mesmo a chuva conseguiu acabar com o paumolismo tipico dos artistas de rua porto-alegrenses.

Eu não tenho nada contra palhaços (os de circo), mas não dá pra tolerar um maluco que passou uma tinta branca na cara e fica te constrangendo a cada 5 minutos. Pelo pouco conhecimento que tenho, um palhaço faz palhaçadas para divertir as pessoas e não pra encher o saco delas. O que me faz lembrar da minha tese sobre Humor Inteligente, mas isso eu falo em outro post.

Voltando… Na Redenção é assim: Os artistas ficam amolando todo mundo que passa e todo mundo que é amolado esboça um sorriso falso pra fingir que tá firme na causa da alegria. E assim o ciclo da bobice humana nunca tem fim.

Com esforço, consegui fazer um vídeo de um minuto sem que nenhum palhaço aparecesse nas imagens. Sou um vencedor. Não.

[flash http://vimeo.com/5920927, w=480, h=270]

Até, amigos.

Nos bastidores do poder

Postado em 31 de julho de 2009

Há duas semanas enviei um e-mail ao Daniel e ao Chico, perguntando se eles tavam a fim de fazer um condomínio de blogs. O Daniel falou disso pro Rafael, que se mostrou interessado… Automaticamente colocamos Seu Felipe na conversa. Após cerca de 400 mensagens colocamos o Interbarney no ar, ainda em versão beta, mas já bem estruturado.

É uma alegria dividir espaço com os amigos Chico Barney, Daniel e Rafael. E será uma alegria dividir com os novos amigos Seu Felipe e Edu. Semana que vem mais um nome de peso vai aparecer,  e na outra semana outro nome de peso. E assim a gente vai pesando o servidor.

A pricipal cartada do Interbarney já foi dada: A volta de Rafael Capanema ao mundo dos blogs. Rafael Capanema, este rapaz de sobrancelhas fortes que me deu casa e comida quando eu andava sem roupas em São Paulo, em 2004. Mas disso eu falo na segunda-feira, aqui no Interbarney.

Vida longa ao Rei.

Baita cenário

Postado em 8 de julho de 2009

Aproveitei que minha companheira Cintia está em Carazinho recuperando-se de uma cirurgia, e pedi para que ela visitasse o museu da cidade e analisasse uma sala, que me disseram ser um bom cenário, pois pretendo rodar um clipe lá. Como não conheço o local, pedi para a minha companheira narrar com exatidão o ambiente da minha futura produção. Abaixo segue a transcrição exata do que me foi passado:

— Tem a onça parda e o guaxinim, entre outros lindos animal. No lado tem móveis antigos também e ao lado uma estante com poções antigas e venenos.
— Tudo na mesma sala? – perguntei.
— Tudo na mesma sala. No resto do ambiente tem os móveis antigos e o caixão do Drácula.
— Caixão do Drácula?
— Sim, com o Drácula de cera dentro. E ao lado tem umas cabeças de cera.
— Cabeça de gente?
— Sim. Tem a cabeça do Getúlio Vargas.
— Porra!!!
— No lado do Getúlio, a cabeça de um cara com lepra.

Após esse diálogo, comecei a desconfiar que a minha companheira estava me passando a perna, curtindo uma com minha ambição em rodar um clipe em Carazinho, RS. Como conheço um rapaz que trabalha no museu da cidade, resolvi tirar a dúvida. Entrei em contato e perguntei se tudo que a minha companheira, senhora Cintia Loureiro, havia narrador era verdade. O rapaz não só confirmou que tudo era verdade como ainda completou:

— Com uma ajudinha financeira eu posso te conseguir uma múmia que está na reseva técnica e o Mussolini.

Ano que vem a gente se vê no VMA. _0/~

Trinta e três dentes

Postado em 2 de julho de 2009

Depois de 4 anos de casado, é a primeira vez que eu fico sozinho em casa. Minha companheira viajou para Carazinho para fazer uma cirurgia e vai ficar uma semana fora. Mas da cirurgia eu falo depois. Agora quero me concentrar na parte em que eu fico sozinho em casa. Há 4 anos que eu não cabulava um banho e a sensação, meus amigos, é reconfortante. A sujeira do cabelo, das roupas, da minha glande, são como troféus que abrilhantam minha semana.

Mas nem tudo é satisfação. Claro que existem os pontos negativos como, por exemplo, enquanto escrevo este texto, mastigo um sanduiche de salaminho – a única coisa que havia para comer em casa. E só o mastigo neste momento, pois só agora que lembrei de que eu ainda não havia jantado.

Não que minha companheira só sirva para fazer jantares, longe disso. Mas com ela ao meu lado, eu sei que tenho de jantar ou almoçar. Sem ela, eu esqueço desses afazeres secundários e me empenho apenas nos afazeres primários (checar e-mails, twitter e orkut).

Avaliando a situação, uma coisa compensa a outra. Não jantar vale a pena quando eu também não preciso tomar banho. Aliás, meu almoço hoje foi um Melagrião em pastilha, sabor menta com própolis e gengibre.

E tudo isso por causa de um dente. Minha companheira possui trinta e três deles, sendo que o trigésimo terceiro localiza-se na parte de baixo da língua. Por isso a dentista recomendou uma cirurgia para a extração deste dente fora de lugar. Como um bom marido, fiquei cuidando do lar (da minha maneira) e esperando sua volta. Aliás, como um bom marido, tratei pessoalmente com o cirurgião sobre as complicações desta cirurgia, pois eu estava bastante asustado. O cirurgião, por telefone, me acalmou e garantiu:

O oral continuará o mesmo, quem sabe até melhor.

Esperemos para ver.



Este é o blog de Gabriel Von Doscht, um rico empresário que largou tudo para se dedicar ao seu verdadeiro dom: fazer pulseirinhas.